Maduro pede à Interpol prisão de ex-procuradora-geral do país, que está no Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 23/08/2017 08h40
A ordem foi dada pelo presidente Nicolás Maduro, que não esclareceu quais crimes teriam sido cometidos pela procuradora

O governo da Venezuela pedirá à Interpol a prisão da ex-procuradora-geral do país, Luísa Ortega Diaz. A solicitação também valerá para o marido dela, o deputado Germán Ferrer.

A ordem foi dada pelo presidente Nicolás Maduro, que não esclareceu quais crimes teriam sido cometidos pela procuradora.

Luisa Ortega Diaz era considerada aliada do regime chavista, mas se posicionou contra a convocação da Assembleia Constituinte. Ela foi destituída do cargo e teve que deixar a Venezuela em direção à Colômbia, onde recebeu uma oferta de asilo do presidente Juan Manoel Santos.

Nesta quarta-feira, Ortega está no Brasil. Ela participa de um evento promovido pela Procuradoria-Geral da República, com representantes dos Ministérios Públicos de outros países sul-americanos.

A viagem da procuradora ao Brasil foi ironizada por Maduro. Segundo ele, Luisa Ortega está andando com um “golpista brasileiro”. O presidente diz que a procuradora se escondeu “atrás da máscara chavista”, mas estava conversando “há muito tempo” com o governo dos Estados Unidos.

Maduro garantiu ainda que o marido dela estava sendo chantageado pelos americanos, que teriam descoberto o envolvimento do casal em esquemas de corrupção. É por isso que ela teria começado a perseguir o governo. Maduro ainda citou o ditado: “Diga-me com quem andas e te direi quem és”.

O presidente venezuelano também fez críticas a Donald Trump.

Maduro disse que vai pedir ajuda ao Papa Francisco, para impedir que os Estados Unidos concluam os planos de uma intervenção militar na Venezuela.

*Informações do repórter Vitor Brown