Maia diz que minirreforma não abre brecha para caixa 2 e defende financiamento privado de campanha

  • Por Jovem Pan
  • 20/09/2019 06h55 - Atualizado em 20/09/2019 09h05
Gilmar Félix/Câmara dos Deputados Presidente da Câmara disse que caberá ao presidente a Bolsonaro vetar ou manter as alterações

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, nesta sexta-feira (20), que o novo texto do fundo eleitoral aprovado pela Casa é um avanço e negou que as mudanças na legislação abrirão brechas para caixa 2 em campanhas. Ele esteve em audiência pública sobre a reforma tributária, realizada em São Paulo

Na quarta-feira (18), a Câmara aprovou uma minirreforma eleitoral com alguns pontos polêmicos. Entre eles, o perdão a multas por desaprovação de contas de campanha e o aval ao pagamento de advogados com dinheiro do fundo fora do limite de gastos de campanha

Maia entende que a fiscalização é que o impede o caixa 2. “Os recursos serão contabilizados no escritório de advocacia, por exemplo. Então não tem caixa 2. Está contabilizado. O que está contabilizado não é caixa 2. Você pode dizer que esse encaminhamento não foi o melhor, tudo bem, é uma decisão. Agora, caixa 2 não é, de jeito nenhum. Ter ou não ter limite não evita caixa 2. O que evita, primeiro, é a certeza de que todos devem trabalhar dentro da lei, segundo que nós temos uma Justiça que funcione e que quem cometa erros pague por eles”, declarou.

O deputado disse que caberá ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) vetar ou manter as alterações.

Para ele, a proibição do financiamento de campanhas por empresas, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015, não deixou muitas saídas. “Quando se decidiu por não ter financiamento privado, você não tem outra saída. Se não tiver financiamento público, só vão financiar as campanhas quem tiver vinculado a um empresário rico que possa doar para pessoa física. Se nós não tivermos o fundo, é uma escolha: vão ficar só políticos ricos, ou vão ficar políticos ligados a empresários ricos”, afirmou.

O presidente da Câmara se diz favorável a volta do financiamento privado de campanhas.

*Com informações da repórter Victoria Abel