Maiorias das cidades cita controle impossível de aglomerações e libera acesso às praias em SP

Santos e Guarujá são os únicos municípios que garantiram o bloqueio total dias 31 e 1º

  • Por Jovem Pan
  • 31/12/2020 10h39
WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDOO governo estadual trava uma batalha com as cidades litorâneas por temer um incremento na nova onda após as festas

A tradicional imagem de praias lotados durante o período do Réveillon, mesmo com a pandemia de Covid-19, deve se repetir na maior parte do litoral paulista. Isso porque a promessa de praias fechadas nos dia 1 de de dezembro e 1º de dezembro dificilmente será cumprida. O Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), formado por nove cidades do litoral sul, chegou a ser unânime em prometer o fechamento da orla. Agora, no entanto, as prefeituras dizem que mesmo com reforço o número de agentes de segurança e a estrutura são insuficientes para conter o volume de pessoas.

Este também é o caso e Caraguatatuba, no litoral norte. A secretária de Turismo da cidade, Maria Fernanda Reis, diz que muitas pessoas tem seguro domicilio por lá. A atuação será na conscientização dos veranistas. “Não tem como fazer essa restrição. Pra isso demandaria muito mais contingente. Temos hoje 220 policiais militares na cidade e estamos também com a cavalaria. A grande questão que temos trabalhado é em conscientização.” O prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, conta que seu município tem a maior orla — com mais de 110km de de extensão. Isso tornaria impossível a retirada de pessoas da areia.

“Nesse momento o grande problema está em torno das festas, principalmente as clandestinas, e que estão seguindo para as praias. Começou neste fim de semana uma ação tanto da guarda civil quanto da PM no sentido de coibir as festas com destinos nas areias.” Peruíbe, Mongaguá, Praia Grande e Itanhaém são algumas das cidades que revelaram não tem condições de reforçar a fiscalização. Santos e Guarujá são as únicas cidades que garantiram o bloqueio total das praias nos dois dias. O governo estadual trava uma batalha com as cidades litorâneas por temer um incremento na nova onda após as festas de fim de ano.

*Com informações do repórter Fernando Martins