Mais de 33 milhões de brasileiros trabalham sem carteira assinada

  • Por Jovem Pan
  • 04/02/2019 07h01
Edson Lopes Jr/A2ADO número de pessoas que trabalham no mercado informal e por conta própria supera o total de empregados registrados

O Brasil registrou em 2018 um recorde de trabalhadores sem carteira assinada. Ao todo, são mais de 33 milhões de brasileiros sem registro formal.

O número de pessoas que trabalham no mercado informal e por conta própria supera o total de empregados registrados. A informalidade atingiu o maior patamar desde 2012 e hoje ultrapassa a marca de 11 milhões de pessoas. Já o trabalho por conta própria garantiu o sustento de um em cada quatro brasileiros.

Felipe Alves Arruda é um desses deles. Em 2016, ele perdeu o emprego de contador. Desanimado com o setor, ele resolveu unir a vontade de empreender com a paixão pelas pimentas. E por isso, ele abriu o próprio negócio chamado: “Pimentas Coice de Mula”. É o próprio Felipe quem fabrica os molhos e os antepastos. Ele explicou que no começo foi difícil, porque ele não teve investimentos de bancos e nem de terceiros, mas aos poucos conseguiu inserir a marca no mercado e hoje já possui dois distribuidores.

De acordo com o IBGE, a população em situação de desalento, ou seja, que desistiu de procurar emprego, alcançou o recorde de quase cinco milhões em 2018. Já o número de subocupados, teve o ápice de quase sete milhões na média anual.

No ano passado, faltou trabalho para mais de 27 milhões de brasileiros, o maior patamar da série histórica iniciada em 2012. Diante desses números, a professora de Economia da FAAP, Anapaula Iacovino Davila, afirmou que vai demorar para voltarmos no patamar de pleno emprego.

Ela explicou ainda que para atingir o pleno emprego, o Brasil precisa de alguns anos de crescimento econômico sustentável. Para isso, ela recomendou aos trabalhadores que voltem a estudar e se qualifiquem, dessa forma, melhorando o quadro de mão de obra.

*Informações da repórter Natacha Mazzaro