Marcos Pontes: Vou tentar preservar ao máximo a pesquisa no Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 10/09/2019 06h52 - Atualizado em 10/09/2019 10h09
MARCO MIATELO/ESTADÃO CONTEÚDOO Ministério da Ciência e Tecnologia é a única Pasta com previsão de aumento orçamentário para 2020; R$ 3,7 bilhões serão desembolsados

Mesmo estando à frente do único ministério com previsão de aumento orçamentário para 2020, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, disse que o ano “não vai ser fácil”. Segundo ele, a Pasta terá que “inventar maneiras” de contornar a dificuldade financeira.

Pela proposta enviada ao Congresso Nacional, no ano que vem, a Ciência e Tecnologia terá uma verba de R$ 3,7 bilhões ante R$ 3,5 bilhões de 2019.

Em um evento na capital paulista, nesta segunda-feira (9), o ministro disse que no ano que vem vai continuar priorizando a pesquisa. “Nós vamos ter que fazer escolhas. Uma coisa você pode estar certo: eu vou tentar preservar ao máximo as nossas unidades de pesquisa, assim como eu fiz esse ano, e as bolsas. Pelo orçamento, as bolsas estarão cobertas. A parte do fomento perdeu bastante e vamos precisar correr atrás.”

Pela previsão orçamentária de 2020, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), terá uma verba 87% menor para o fomento à pesquisa. Em relação às bolsas para pesquisadores neste ano, Marcos Pontes disse ter preservado os pagamentos até o limite que tinha de recursos.

De acordo com ele, para os repasses a partir de outubro, vai depender do Ministério da Economia.

Marcos Pontes disse que o ministério da Ciência e Tecnologia foi reconfigurado para permitir a participação do setor privado. O ministro afirmou que, na dificuldade de obter fundos na parte pública, vai “correr atrás” de empresas e instituições.

Pontes ainda disse que trabalha em parceria com o ministério do Meio Ambiente para melhorar o monitoramento do desmatamento na Amazônia.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni