Marina Silva se coloca como alternativa e dispara: o mundo é maior do que PT e PSDB

  • Por Jovem Pan
  • 07/06/2018 11h05 - Atualizado em 07/06/2018 12h51
João Henrique Moreira/Jovem PanPré-candidato a presidência pela Rede, Marina Silva, destacou o Plano Real como uma herança do PSDB, mas também exaltou os programas sociais elaborados pelo PT

Nesta quinta-feira (7), a Jovem Pan deu continuidade à sua série de entrevistas especiais com os pré-candidatos à presidência da República. Após as participações de Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Flávio Rocha (PRB) e Henrique Meirelles (MDB), foi a vez de Marina Silva (Rede) apresentar suas propostas de governo.

Durante a sabatina do Jornal da Manhã, Marina destacou que é contra a chamada polarização entre PT x PSDB, mas caso eleita vai buscar aglutinar as melhores propostas tanto da esquerda quanto da direita.“O mundo é maior do PT e PSDB, mas a cabeça da política brasileira é sempre na polarização. A Rede é um outro projeto político. Sou uma alternativa política independente só que com uma outra visão. Não tenha uma cultura de terra arrasada”, disse.

Marina Silva destacou o Plano Real como uma herança do PSDB, mas também exaltou os programas sociais elaborados pelo PT. No entanto, segundo ela, esses partidos se perderam envolvidos em casos graves de corrupção. “Eles precisam entender que precisam de férias. E não de fagocitar aquelas lideranças políticas que estão surgindo como uma alternativa para os brasileiros”, destacou.

A pré-candidata ressaltou que respeita todas candidaturas e não vai desconstruir ninguém ao longo de sua campanha. “Não preciso me tornar inimiga das pessoas. Inclusive, nutro respeito muito grande ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”, revelou.

“Espero que não se crie maiorias artificiais. O que me preocupa é que as pessoas estão mais preocupadas em juntar para ganhar o poder do que resolver os problemas do Brasil. Qual a régua que mede por que deve se juntar com esse ou aquele grupo”, indagou a ex-ministra de Lula.

Segundo Marina Silva, é preciso ter uma visão crítica do modelo atrasado de desenvolvimento do Brasil.

Questionada por ter apelidado o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) de hiena e de como o desconstruiria sem ser na base da adjetivação, Marina Silva afirmou que  na realidade “não é questão de desconstruir”. “É de como vai contrapor a ideias. Preciso mostrar que as propostas que tenho são as melhores para o Brasil. Não se faz da eleição uma guerra e encaro política como serviço. Vou debater as ideias”, reiterou.

“Sou ambientalista e não tenho preconceito contra bicho. A hiena atua sempre em grupo e é um grande reciclador da natureza (…) Estou à frente desse simplismo que trata o mundo dentro da dualidade opositiva”, disse.

Confira a entrevista completa com a pré-candidata à presidência pela Rede, Marina Silva: