Marinho fala em ‘curtíssimo prazo’ para preparar Brasil para o futuro

  • Por Jovem Pan
  • 06/09/2019 09h51
Marcelo Camargo/Agência BrasilRogério Marinho salientou que, mesmo com o aumento dos postos de trabalho, o desemprego no Brasil ainda é muito alto

O secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, destacou em entrevista ao Jornal da Manhã a necessidade de encontrar uma alternativa para financiar o sistema previdenciário.

As propostas de reforma tributária que tramitam no Congresso falam da desoneração da folha de pagamento. Segundo Marinho, pra que isso ocorra “é preciso que haja contrapartida de recursos para aquele imposto ao empregador” para facilitar a empregabilidade. “Nós estamos buscando preparar o país para o futuro. E temos trabalhado com a questão do curtíssimo prazo.”

De acordo com Marinho, as principais dificuldades que o grupo de trabalho que discutirá a nova reforma trabalhista vai encontrar são relacionadas a uma “modificação geométrica” que o mundo sofreu. Entre os principais pontos que mudaram, ele destacou a questão do e-commerce, dos aplicativos de celular, indústria 4.0 e o trabalho home office.

“São situações que o Estado precisa se preparar. Quase 60% dos empregos que existem hoje não existirão na mesma proporção daqui 10, 15 anos. Como preparar o país, o Estado, a população? Desde a questão da própria liberdade sindical, negociações coletivas. Tem uma enorme gama de desafios que precisamos nos debruçar para melhorar a competitividade da indústria e economia nacional”, ressaltou.

Informalidade

Rogério Marinho salientou que, mesmo com o aumento dos postos de trabalho, o desemprego no Brasil ainda é muito alto. Como alternativa, muitos brasileiros recorrem ao trabalho informal. “Apesar de gerar renda e oportunidade, não tem o mesmo ímpeto do que um emprego formal. Esse é um desafio paralelo”, destacou.

“Como o emprego formal vem mudando de forma abrupta, nós nos preocupamos com essa situação. Esse é um dos aspectos mais relevantes do grupo de estudos. Mas é bom lembrar que o governo não está inerte.”