Marinho negocia com trabalhadores propostas de reforma sindical

  • Por Jovem Pan
  • 18/10/2019 07h10
Marcelo Camargo/Agência BrasilTrabalhadores entregaram documento com 23 propostas para o secretário

Dirigentes de centrais sindicais se reuniram em São Paulo, nesta quinta-feira (17), com secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho. Na pauta, a reforma sindical figurou como tema predominante: os trabalhadores reivindicam maior participação nas políticas públicas.

Marinho destacou que é preciso estabelecer algumas regras essenciais. “É necessário estabelecer a forma de como vai se dar o processo de negociação, o processo de convenções, as práticas sindicais necessárias para que não haja atropelo nesse processo. E que os trabalhadores, que são, no fim, o objetivo de todos nós, tenham seus direitos respeitados”, garantiu.

As conversas vão prosseguir nas próximas semanas. Segundo o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, a prioridade, antes de tudo, é que as próprias centrais sindicais alcancem um consenso para chegar com mais força nas negociações. “O primeiro passo é as centrais sindicais buscar um consenso, então nós vamos aguardar, com certeza absoluta, para termos mais força de forma unificada, e uma proposta que possa ser consensual com as centrais sindicais.”

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres indica que as centrais querem embutir na nova regulamentação o pagamento de uma taxa que seria paga pelo trabalhador que optasse por receber os benefícios frutos das negociações feitas pelos sindicatos nas convenções coletivas. “Os beneficiários pelas convenções coletivas têm que contribuir. Se ele não quiser contribuir, ele também não é beneficiário do acordo que foi negociado por toda a categoria, porque não é justo, né? Uma campanha salarial envolve muitos dias de trabalho, meses até.”

A agenda da classe trabalhadora foi entregue à Rogério Marinho. O documento apresenta 23 itens, mas as centrais pretendem incluir ainda novas propostas que estão sendo discutidas.

*Com informações do repórter Daniel Lian