Marinho: Reforma com economia de R$ 900 bi vai beneficiar os mais pobres

  • Por Jovem Pan
  • 11/09/2019 06h23
Reprodução/FacebookRogério Marinho representou o Governo Federal na sessão temática que aconteceu no Senado Federal

O Senado Federal começou a fase derradeira de discussões sobre a reforma da Previdência antes da votação em primeiro turno. Em uma sessão temática que monopolizou os trabalhos do plenário nesta terça-feira (10), os senadores ouviram economistas e representantes de associações convidados para defender e criticar a proposta que tramita na Casa.

Esta foi a primeira das cinco sessões de debates previstas para que a PEC esteja pronta para passar pela primeira votação no plenário, o que pode acontecer a partir da semana que vem. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que desistiu da ideia de antecipar o cronograma, pois não conseguiu convencer todos os líderes a encerrar a discussão.

Um dos participantes da sessão desta terça, representando o Governo Federal, foi o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Ele destacou que a reforma, cuja versão atual prevê uma economia de R$ 876 bilhões em 10 anos, vai estancar um déficit crescente nas contas previdenciárias.

“Os maiores interessados neste projeto, aqueles que serão mais impactados e são mais prejudicados pelo sistema que temos hoje, são os mais pobres. Temos um sistema que é injusto porque poucos ganham muito e muitos ganham pouco.”

Uma das principais vozes contrárias à reforma foi o ex-ministro da Previdência Social no governo Lula, Ricardo Berzoini. Para ele, a proposta vai desfigurar a seguridade social como direito.

“O constituinte teve a sabedoria de reconhecer que mudanças socioeconômicas, tecnológicas e demográficas poderiam atingir o nosso sistema de seguridade. Mas previu como um direito social, como proteção e não como fundo de pensão.”

O texto principal da reforma da Previdência ainda pode passar por novas alterações antes de ser votado pelo plenário. O relator, senador Tasso Jereissati (PSDB), teme que com os trechos retirados por ele a PEC tenha que voltar para a Câmara, como avaliam alguns consultores técnicos do Senado.

Se também chegar a essa conclusão, Tasso pode voltar atrás nas mudanças.

*Com informações do repórter Levy Guimarães