Medicina estuda tratamento personalizado para cada tipo de câncer

‘O câncer é tão diverso que, mesmo no próprio paciente, ele tem diferenças’, explica o oncologista Fernando Maluf à Jovem Pan

  • Por Jovem Pan
  • 08/06/2019 10h53
DivulgaçãoEstudos mais recentes na área da oncologia, isto é, na aréa médica responsável pelo tratamento de câncer, estão voltados para descobrir a "identidade" de cada tipo de tumor

Estudos mais recentes na área da oncologia, isto é, na aréa médica responsável pelo tratamento de câncer, estão voltados para descobrir a “identidade” de cada tipo de tumor e, assim, tratá-los com medicamentos específicos para cada um deles. “Não se trata todo mundo do mesmo jeito”, afirmou o oncologista Fernando Maluf em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, neste sábado (8).

“O câncer é tão diverso que, mesmo no próprio paciente, ele tem diferenças”, explicou Maluf. “Nós vamos dar uma identidade para cada um [dos tipos de câncer], para conseguir elencar quais são os melhores remédios que vão conseguir neutralizar, silenciar o tumor do melhor modo possível.”

Além disso, outros estudos apontam para combinações de determinados medicamentos imunoterápicos com a quimioterapia conseguiram estender a sobrevida de alguns pacientes.

Esses imunoterápicos, no entanto, são caros e estão disponíveis apenas para pacientes privados ou de convênio. “Infelizmente, não temos nenhuma situação ainda que os novos imunoterápicos estão disponíveis no SUS [Sistema Único de Saúde].”

Segundo Maluf, nos próximos 3 ou 5 anos, deve estar disponível para uso clínico exames que conseguirão detectar a possibilidade de metástase do câncer — ou seja, quando o tumor atinge outros órgãos do corpo.

“Esses exames vão rastrear resíduos de tumor, que ele vai deixando no sangue, que são os fragmentos de proteína”, explicou o oncologista. “Com isso, será possível fazer o tratamento preventivo contra a metástase em pacientes que tenham realmente essa necessidade. Atualmente, esse tratamento é realizado com todos os pacientes que trataram algum câncer, para que ele não se espalhe. Sabemos que estamos oferecendo efeitos colaterais para alguns pacientes que não precisam de mais nada, que estão realmente curados”, completou.