Mercado de trabalho dá sinais de recuperação, aponta Ipea

  • Por Jovem Pan
  • 13/12/2019 08h29 - Atualizado em 13/12/2019 08h30
Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas Carteira de TrabalhoDe 2016 para 2019, essa foi a primeira vez que o aumento da informalidade ficou abaixo de 2,5%, em 2,4%

Apesar de ainda existirem mais de 12 milhões de desempregados no país, o mercado de trabalho brasileiro deu novos sinais de melhora no trimestre móvel encerrado em outubro. De acordo com uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), houve aumento de 1,7% na força de trabalho.

A pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (12), indica que, apesar de pequena, a melhora no setor de empregos está acompanhada da retomada econômica do Brasil. Analistas e especialistas do mercado financeiro, por exemplo, apontam crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de mais de 1% neste ano e de cerca de 2,4% em 2020. Dados de comércio, indústria e serviços também apontam nessa direção.

O Ipea verificou uma redução na subocupação e no desalento (pessoa que desistiu de procurar emprego). A informalidade, no entanto, continua sendo o principal caminho de entrada dos brasileiros no mercado de trabalho – são os profissionais sem carteira ou por contra própria -, crescendo 2,4% em outubro.

Apesar disso, os percentuais já foram mais elevados em trimestres anteriores. De 2016 para 2019, por exemplo, essa foi a primeira vez que o aumento da informalidade ficou abaixo de 2,5%. Houve, também, um aumento da formalidade, e a distância entre trabalhadores informais e formais diminuiu nesse terceiro trimestre.

Carlos Henrique, responsável pela pesquisa do Ipea, acredita que, no fim de 2020, a taxa de desemprego pode estar novamente em um patamar de apenas um dígito. “O desemprego tem um fator sazonal onde costuma apresentar uma queda mais robusta no último trimestre, então pode ser, acho que tem uma boa chance de, no último trimestre do ano que vem, a gente eventualmente chegar na marca de um dígito para o desemprego”, avaliou.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga