Mesmo sem Bolsonaro, governo espera apresentar nova realidade do Brasil em Davos

  • Por Jovem Pan
  • 13/01/2020 06h49 - Atualizado em 13/01/2020 10h07
Carolina Antunes/PRO Gabinete de Segurança Institucional da Presidência nega qualquer tipo de ameaça ao presidente

O ministro da Economia, Paulo Guedes, é quem vai representar o governo brasileiro no Fórum Econômico Mundial em Davos no fim de janeiro, na Suíça.

Antes, no entanto, ele terá compromissos oficiais em São Francisco, nos Estados Unidos. Depois de Davos, ele ainda segue com o presidente Jair Bolsonaro para à Índia.

O governo brasileiro pretende apresentar o que chama de “avanços da economia brasileira” aos possíveis investidores. Ele deve ressaltar a importância da retomada da geração de empregos no país, da queda da inflação e dos juros — e principalmente a vitória com a aprovação da reforma da Previdência.

O presidente Bolsonaro defende que é necessário vender o país no exterior, mostrar o que pode oferecer e que está abertos à ampliação de relações comerciais. À principio havia a possibilidade do presidente também ir à Davos, mas na semana passada desistiu alegando problemas de segurança.

“Pode ser, de acordo com o que aconteceu até agora. A gente acompanha diariamente via GSI, via ABIN, via Polícia Federal e outras fontes o que está acontecendo no mundo.”

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência nega qualquer tipo de ameaça ao presidente. Porém, admite que Bolsonaro sempre é muito visado aqui no Brasil e também no exterior — até por conta da imprevisibilidade de suas ações.

O presidente, que está no Guarujá e retorna amanhã à Brasília, prepara para embarcar para a Índia no próximo dia 22 ou 23 de janeiro. Ele vai participar das comemorações pelo dia da República Indiana.

Durante a viagem, Bolsonaro pretende conversar com autoridades e empresários com o objetivo de garantir novos parceiros comerciais ou ampliar as parcerias já existentes.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin