Ministério da Saúde lança campanha de combate ao Aedes aegypti

Mosquito é o responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika vírus e chikungunya

  • Por Jovem Pan
  • 25/11/2020 07h30
DivulgaçãoA pasta afirmou que também já está trabalhando em ações preparatórias para o combate ao mosquito em 2021

O Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira, 25, uma campanha de combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya. De acordo com dados da pasta, o Brasil registra, neste ano, uma queda no número de casos das três doenças. Na comparação com 2019, houve redução de 35% no número de casos de dengue, de 37% de chikungunya e queda de quase 26% nos casos de zika. Apesar dos resultados satisfatórios, a campanha de combate ao mosquito será veiculada até o fim do ano, período em que o Aedes se prolifera, com a chegada do verão e o aumento das chuvas.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Arnaldo de Medeiros, explica que o objetivo é alertar e conscientizar a população do seu papel na luta contra o mosquito. “A nossa Campanha Nacional de Combate ao Aedes aegypti tem como conceito combater o mosquito é com você. Queremos que você participe desse processo, que você tenha o sentimento de pertencimento nesse processo. É comigo, é conosco, Ministério da Saúde. É com todos nós, da população brasileira, é com todo mundo. Esse é uma responsabilidade compartilhada. É extremamente importante falarmos que a luta com o mosquito continua. E continua forte. E aí a gente precisa do incentivo cada vez mais dos agentes de combate a endemia.” Segundo o secretário, até o momento, 528 morreram de dengue no Brasil neste ano — uma queda de 35% em relação a 2019, quando foram registrados 820 óbitos pela doença. A pasta afirmou que também já está trabalhando em ações preparatórias para o combate ao mosquito em 2021.

O secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, que também esteve no evento, destacou que o trabalho deve ser feito em conjunto entre governo federal, estados, municípios e agentes de saúde. “O mosquito é um vilão, mas ele não é o maior vilão. O maior é o cidadão que deixa agua empoçar porque ele possibilita que o mosquito se reproduza. Temos que conscientizar. No caso do enfrentamento ao vetor dos mosquitos, é o tratamento preventivo. Prevenir a doença no combate ao mosquito e na conscientização da população.” Élcio Franco também elogiou o trabalho do Ministério da Saúde durante esse ano e afirmou que, mesmo com o combate à pandemia da Covid-19, outras campanhas, como a de vacinação e a da dengue, continuaram acontecendo sem alterações.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini