Ministério garante recursos para manter bolsas do CNPq apenas até setembro
Com a chegada do mês de agosto, a incerteza passou a fazer parte da realidade de cerca de 100 mil estudantes e pesquisadores, que dependem do financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações sofrendo um contingenciamento de 44% no orçamento deste ano, o CNPq sofreu uma redução de R$ 572 milhões nos repasses recebidos do Tesouro Nacional.
Preocupado com o risco de perder a bolsa de pesquisa, o estudante do 4º ano da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Robert Zawadzki, destacou alguns impactos da crise econômica: “a maioria dos laboratórios da faculdade estão operando com alguma dificuldade”.
Com um montante para financiar bolsas e pesquisas chegando ao fim, o presidente do CNPq, Mário Neto Borges, se reuniu com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, que garantiu verba para manter os repasses referentes ao mês de agosto, a serem feitos em setembro.
O responsável pelo CNPq, porém, acredita que haverá verba para manter o trabalho científico até o fim do ano: “o ministro está muito otimista em relação a possibilidade de convencer a área econômica do Governo da importância da Ciência, Tecnologia e Inovação e o grande prejuízo de parar de pagar projetos de pesquisa e, em particular, as bolsas”.
Borges destacou ainda que a interrupção de pesquisas científicas gera um grande retrocesso no avanço do País.
Para reduzir gastos, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Científico, que existe desde 1951, também têm reduzido despesas com locação e manutenção de imóveis. Para fechar as contas, o CNPq precisa de R$ 505 milhões.
*Informações do repórter Matheus Meirelles
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