Moro comemora fim da greve de policiais no Ceará: ‘É preciso parar com essa exploração política’

  • Por Jovem Pan
  • 02/03/2020 08h54
Kleber Gonçalves/Futura Press/Estadão Conteúdo

O ministro da Justiça, Sergio Moro, comemorou no domingo (01) o fim da greve de policiais no Ceará. Nas redes sociais, ele afirmou que o Governo Federal esteve presente desde o início e fez tudo que era possível dentro dos limites legais e do respeito à autonomia do Estado.

O presidente Jair Bolsonaro também fez questão de comemorar o fato nas redes sociais. Sergio Moro garantiu que a União vai continuar ajudando no que for possível, mas ressaltou que o papel principal foi do governo do Estado, ao negociar os termos do acordo.

“O Governo Federal agiu rapidamente para atender a população daquele estado e não deixar ela desprotegida. Agora a solução do problema passa pelo fim da paralisação ilegal dos policiais.”

O ministro do gabinete da Segurança Institucional da Presidência, general Augusto Heleno, negou que o presidente tenha prorrogado a GLO, Garantia da Lei e Ordem por pressão dos governadores. Segundo ele, a decisão foi exclusiva do presidente.  O problema é que, com a paralisação no Ceará, outros estados temem que as insatisfações se espalhem também por outros locais do país. Por conta disso, existe uma pressão para que o governo local não aprove anistia para os policiais amotinados.

O presidente não esconde o incômodo com a decretação da GLO que autoriza a permanência dos militares no Ceará, mas ressalta que é necessário um trabalho conjunto de toda sociedade para enfrentar o problema. O ministro da Justiça considera uma especulação a possibilidade do movimento, que é ilegal, se espalhar pelos demais estados brasileiros e defendeu rigor nas negociações. “Nós temos que parar de explorar politicamente, tanto dentro quanto fora do estado do Ceará essa situação. Temos que respeitar os poderes envolvidos neste trabalho.”

O presidente Jair Bolsonaro tem um encontro com empresários em São Paulo para avaliar o que está sendo feito. Ele admite erros, mas ressalta que “se afinarmos a viola, o Brasil decola”. No entanto, defende que se o clima de disputa continuar, todo o país perde.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin.