Moro fala pela primeira vez sobre confronto no Pará: ‘remédio é isolar lideranças criminosas’

  • Por Jovem Pan
  • 01/08/2019 06h17 - Atualizado em 01/08/2019 10h05
Pedro França/Agência SenadoMinistro admitiu que órgãos de inteligência do governo e do estado não conseguiram prever confronto

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, comentou, pela primeira, vez o massacre na rebelião do presídio de Altamira, no Pará, que matou 57 detentos na última segunda-feira (29). Ele lamentou o ocorrido, que classificou como “tragédia” e disse que, para que fatos desse tipo não voltem a acontecer, é preciso evitar que membros de facções criminosas permaneçam juntos.

“O remédio para isso é isolar as facções, não é colocar criminosos soltos. Não se resolve esses crimes, principalmente esses crimes violentos, simplesmente libertando esses presos, nós temos que isolar essas lideranças criminosas”, declarou o ministro nesta quarta-feira (31).

De acordo com ele, o governo federal enviou uma força-tarefa de intervenção para ajudar no transporte dos presos e no treinamento de agentes penitenciários.

Moro também informou que desde o início do ano havia esse tipo de preocupação na região. Em março, o governo federal enviou homens da Força Nacional ao Pará para conter uma onda de violência na capital, Belém. Na época, também havia a informação de uma possível rebelião em presídios da Região Metropolitana de Belém, que, segundo, Moro, foi contida após a transferência de detentos.

O ministro revela, porém, que os órgãos de inteligência não conseguiram prever a última rebelião. “Mais recentemente houve esse acontecimento trágico, né. De presos de facção se matando, e isso não havia informações de inteligência antes, do governo federal, e a gente também não tinha do governo estadual. Evidentemente todos esses fatos são lamentáveis, o que importa é a reação das instituições quanto a eles”, afirmou.

642 agentes penitenciários foram convocados pelo governo do Pará para atuar nos presídios do estado. Eles estavam na lista dos excedentes do último concurso realizado. Eles vão se juntar a outros 485 que já seriam empossados.

Os novos profissionais vão substituir homens que trabalhavam em regime de contrato temporário.

*Com informações do repórter Levy Guimarães