Mortes de ciclistas aumentam 64% em São Paulo

  • Por Jovem Pan
  • 22/01/2020 07h20 - Atualizado em 22/01/2020 08h27
EDU SILVA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDODados são do INFOSIGA, que traz informações mensais sobre ocorrências fatais de trânsito

O número de mortes de ciclistas aumentou 64% na cidade de São Paulo em 2019, de acordo com dados do INFOSIGA, que traz informações mensais sobre ocorrências fatais de trânsito. Foram 36 mortes registradas no trânsito da Capital no ano passado, contra 22 em 2018.

Desses, nove ocorreram no sábado e 11 se concentraram entre pessoas de 40 a 49 anos – 95% do sexo masculino. Em 10 casos, um automóvel estava envolvido, Metade destes acidentes ocorreram em vias urbanas

Bramante Serrain tem 23 anos, faz faculdade de educação física e pedala todos os dias. Ele diz que tem que ficar esperto toda hora. 

“É bem perigoso. Tem muito desrespeito na rua. Antes deles alterarem a ciclofaixa, já vi motorista parando, motoqueiro entrando na ciclofaixa, então a gente tem que ficar muito ligado.”

Algumas ações emergenciais poderiam reduzir o número de mortes, como a sinalização adequada em locais em obras, treinamento para motoristas de ônibus, intensificação de campanhas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e redução da velocidade dos veículos em vias arteriais.

O banqueiro Lucas Miguel anda de bike só nos finais de semana, onde acontecem muitos acidentes. Ele diz que não se preocupa só com o trânsito, mas também com os roubos. 

“É perigoso por vários aspectos. Em relação a roubos, você tem que andar sempre com cadeado, fora o trânsito que é perigoso para caramba. Acho que [poderia melhorar] a conscientização do pessoal, tanto motoristas de carro, moto e ônibus. O ciclista também precisa transitar com mais segurança, fora o capacete, que geralmente não usam, não temos segurança nenhuma.”

Esse é outro problema – grande parte dos ciclistas não utilizam o item de segurança, que deveria ser obrigatório. 

Para melhorar a vida do ciclista, a Prefeitura anunciou que vai implantar 173 km de novas ciclovias, além de realizar 310 km de reformas e melhorias em trechos já existentes até dezembro deste ano. A promessa é de que 73% da malha esteja interligada ao transporte público.

* Com informações do repórter Victor Moraes.