Motorista de Porsche diz que vídeo com voz pastosa era ‘só um momento de descontração’
O motorista Fernando Sastre Filho, acusado de causar a morte de um motorista de aplicativo em São Paulo, foi interrogado pela primeira vez pela Justiça. O incidente ocorreu no final de março quando ele colidiu seu Porsche azul com outro veículo na zona leste de São Paulo. Durante o depoimento, Sastre Filho negou ter ingerido álcool ou dirigido em alta velocidade. Ele é acusado de dirigir embriagado e acelerar a mais de 100 km/h, resultando na morte de Ornaldo Viana, motorista de aplicativo. O empresário afirmou que sofreu fraturas na costela e no rosto durante o acidente. Ele também justificou a voz pastosa que aparece em um vídeo gravado por amigos antes do acidente como uma brincadeira. Nas imagens, ele aparece dizendo frases desconexas, insistindo que gostaria de “jogar sinuca”.
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O interrogatório foi realizado de forma remota, pois Fernando Sastre Filho está preso preventivamente na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. O Ministério Público o acusa de homicídio por dolo eventual, por assumir o risco de matar, e de lesão corporal gravíssima, já que feriu seu amigo Marcos Vinícius Machado Rocha, estudante de medicina que estava no banco do carona. O acidente ocorreu na madrugada de 31 de março, um domingo, na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. Durante o interrogatório, Sastre Filho confirmou que estava no vídeo gravado por Juliana, mas insistiu que o momento era de descontração. As investigações continuam, e o caso será acompanhado de perto pelas autoridades.
*Com informações do repórter Anthony Wells
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