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Mourão apresentará planejamento estratégico ao Conselho da Amazônia na próxima semana

O documento traz compromissos que serão cumpridos por cada área do governo para garantir o desenvolvimento da região e a  preservação do meio ambiente

Caroline Hardt

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, apresenta ao Conselho da Amazônia o planejamento estratégico para 2021. O documento, que passou pelo crivo do presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, traz compromissos que deverão ser cumpridos por cada área do governo para garantir o desenvolvimento da região e a  preservação do meio ambiente. São, ao todo, três objetivos estratégicos gerais, 10 de segundo nível e 110 pontuais que deverão ser executados em sinergia pelos ministérios ao longo do ano que vem. A meta, de acordo com Mourão, que é o presidente do Conselho da Amazônia, vai além do combate aos crimes praticados na Amazônia. “A gente se prende muito nessa questão de desmatamento e queimadas, isso é uma coisa. O principal para a região amazônica é que a gente tenha uma política de Estado consistente, que perdure no tempo, e que permita o desenvolvido da região, que está muito abaixo do restante do país, preservando o meio ambiente e gerando renda para as pessoas que estão lá.

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Uma das alternativas para se alcançar os objetivos do plano estratégico seria manter os militares na Amazônia ao longo de todo ano que vem. Mas, como explica Mourão, é preciso encontrar uma solução mais barata para garantir a fiscalização da região. “Pode não ser possível recompor [Ibama e o ICMBio], mas precisamos ter outras linhas de ação mais baratas, que caiba dentro do nosso bolso, para que a fiscalização continue intensa. Ou remanejando gente de outras áreas ou aproveitando operações pontuais das Forças Armadas. A gente tem que buscar a melhor solução”, afirma. Na próxima quarta-feira, 04, o vice-presidente embarca com embaixadores de países europeus e sul-americanos para a região amazônica. A comitiva vai sobrevoar áreas degradadas por desmatamentos e queimadas e vai visitar projetos de preservação e saúde indígena. A ideia é esclarecer pontos da política ambiental do governo para a comunidade internacional.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado