Mourão defende reforma política e diz que não ficará ‘aborrecido’ caso não seja vice de Bolsonaro em 2022

  • Por Jovem Pan
  • 16/07/2019 07h29
Ernesto Rodrigues/Estadão ConteúdoEle também defendeu o ministro da Justiça, Sergio Moro

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, defendeu, nesta segunda-feira (15), a a realização de uma reforma política no Brasil. De acordo com ele, o Congresso Nacional brasileiro é muito fragmentado e tem muitos partidos, alguns com baixíssima representatividade e que, por isso, às vezes é difícil encontrar consenso e aprovar matérias de relevância para o país.

“A crise política está muito baseada no nosso sistema representativo, extremamente fragmentado, nós temos, hoje, 25, 26 partidos representados dentro do Congresso Nacional, apenas dois desses tem mais de 50 deputados, os outros todos são menores, então não existe uma maioria consolidada e não é fácil criar uma maioria consolidada. Então, em um futuro próximo, nós temos que buscar uma reforma desse sistema político de forma que a gente diminua essa fragmentação e os partidos realmente representem a sociedade brasileira e não virem uma sopa de letras, cada um deles em seu atual momento”, disse.

Mourão aproveitou para falar sobre uma possível reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na campanha de 2022, e disse que, se for chamado para ser vice novamente, será “ótimo”, mas ressaltou que não ficará “aborrecido” se isso não acontecer.

Ele também comentou a atitude do presidente, que pretende indicar o próprio filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Segundo ele, Bolsonaro ainda não conversou sobre o tema com pessoas próximas, mas garantiu que não enxerga nenhum tipo de ilegalidade na possível indicação. Morão disse, ainda, que Eduardo Bolsonaro preenche todos os pré-requisitos necessários para o cargo.

Ele também defendeu o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, após a divulgação de supostas conversas entre o ex-juiz federal e procuradores da Operação Lava Jato. Para o vice-presidente, mesmo que os diálogos sejam verdadeiros, os conteúdos dessas conversas não possuem irregularidades ou ilegalidades. De acordo com ele, Moro é “imprescindível” ao governo.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga