Mourão reforça apoio a Guaidó e esquerda brasileira critica posição do Governo

  • Por Jovem Pan
  • 25/01/2019 07h00
Geraldo Magela/Agência SenadoApós visita ao ex-presidente Lula na prisão em Curitiba, a presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, retransmitiu o recado de Lula

Enquanto o governo brasileiro reafirma apoio ao presidente interino da Venezuela, a esquerda ataca suporte de Bolsonaro a Juan Guaidó. O presidente em exercício, Hamilton Mourão, afirmou que uma solução para a Venezuela seria o presidente Nicolás Maduro ir embora do país.

Mourão declarou a jornalistas que a saída de Maduro permitiria a Venezuela se reorganizar democraticamente. O presidente em exercício ainda disse duvidar que militares venezuelanos permaneçam apoiando Maduro.

Já a esquerda brasileira critica as intervenções externas na política venezuelana. Eles defendem que o governo brasileiro, por exemplo, deveria ter mantido uma postura isenta, para evitar a possibilidade de conflitos armados.

Em conta no Twitter, o ex-presidente Lula questionou a autoridade moral do presidente Jair Bolsonaro para interferir na questão política venezuelana.

Após visita ao ex-presidente na prisão em Curitiba, a presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, retransmitiu o recado de Lula.

O PT também defende a legitimidade do governo Nicolás Maduro, assim como PSOL e PCdoB.

A legenda psolista afirmou no Twitter que “o deputado Juan Guaidó é parte de uma inaceitável intervenção externa urdida pelo Departamento de Estado dos EUA” e que “defende uma saída pacífica e constitucional para a crise da Venezuela, respeitando a soberania de seu povo e rechaça qualquer interferência estrangeira neste país irmão”.

Em nota, o PCdoB afirma que o apoio brasileiro a Guaidó “alimenta intentos de intervenção militar de Donald Trump, presidente dos EUA, na Venezuela”.

Dos partidos de esquerda, quem vai na contramão é o PDT. O presidente da sigla pedetista Carlos Lupi diz não ver uma democracia no governo Maduro e que o partido se solidariza com a situação dos venezuelanos. No entanto, ele pondera que ingerências externas na política venezuelana e possíveis intervenções militares podem gerar uma carnificina.

*Informações da repórter Victoria Abel