Mourão vai à China para fortificar relações bilaterais

No final da semana, Hamilton Mourão será recebido pelo presidente da China, Xi Jinping

  • Por Jovem Pan
  • 20/05/2019 07h24
Romério Cunha/VPRO vice-presidente Hamilton Mourão já está na China onde vai participar da comissão Sino Brasileira de Alto Nível de Concentração e Cooperação

Com o objetivo de incrementar as nossas relações bilaterais com os chineses, o vice-presidente Hamilton Mourão já está na China onde vai participar da comissão Sino Brasileira de Alto Nível de Concentração e Cooperação, conhecida como Cosban.

Na prática, é um mecanismo bilateral que desempenha papel importante na tomada de decisões nos dois países.

Hamilton Mourão estará em Xangai nesta segunda-feira (20) para encontro com o presidente e diretores do novo banco dos Brics, que reúne além do Brasil, a Rússia, Índia, China e a África do sul.

No final da semana, Hamilton Mourão será recebido pelo presidente da China, Xi Jinping. O vice-presidente brasileiro disse que está confiante.

A China hoje é de longe o principal parceiro comercial do Brasil, sendo que o saldo comercial no ano passado chegou a R$ 100 bilhões. 25% de todo comércio internacional brasileiro é feito exatamente com os chineses. Eles compram, principalmente, soja, combustíveis e minério de ferro.

Os investimentos da China no Brasil no ano passado somaram quase 70 bilhões de dólares em 155 projetos de energia, infraestrutura e financeiros.

Antes da viagem, o vice-presidente admitiu uma certa preocupação por conta da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

Vale ressaltar, no entanto, que parte do aumento das exportações brasileiras podem ser explicadas exatamente por conta dessa instabilidade comercial. Dentro do Governo, a avaliação é que apesar da aproximação do presidente Jair Bolsonaro com a administração de Donald Trump nos Estados Unidos, as nossas relações com os chineses também são sólidas e o objetivo nesse momento é melhorar ainda mais essa cooperação e trabalhar para diversificar as nossas exportações.

A China, por exemplo, compra soja, para alimentar animais. Por conta de um surto de gripe suína acabou tendo que sacrificar um grande número deles, o que pode ser uma oportunidade para o aumento das exportações de carne.

*Informações da repórter Luciana Verdolin