Movimento “O Sul é o Meu País” faz consulta pública para separar região do Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 06/10/2017 07h28
Reprodução/FacebookInspirados com a repercussão do referendo catalão na Espanha, os mobilizadores do movimento esperam mais de 1 milhão de votantes apoiando a saída dos três Estados

Neste sábado, paranaenses, catarinenses e gaúchos são convidados pelo movimento separatista “O Sul é Meu País” para irem às urnas responder a seguinte questão: “Você quer que Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formem um país independente?”.

Inspirados com a repercussão do referendo catalão na Espanha, os mobilizadores do movimento esperam mais de 1 milhão de votantes apoiando a saída dos três Estados.

Coordenador do movimento, o jornalista catarinense Celso Deucher disse que entre as bandeiras dos separatistas estão as ideias de revisão do pacto federativo: nós hoje temos sub-representação no Congresso Nacional que leva muitas vezes ao absurdo de um catarinense valer menos que um cidadão brasileiro. Sul deveria ter ao menos 80 deputados mais”.

Juntos, no entanto, os três Estados têm com a União uma dívida que ultrapassa os R$ 75 bilhões.

O nome da nova república ainda não foi definido. Nem há uma posição unanime sobre como ficariam as relações bilaterais com o brasil, por exemplo: será que precisaríamos de visto para passarmos as férias em Santa Catarina?

Apesar disso, Celso Deucher disse que tem boas relações com outros movimentos separatistas de dentro do País e que a tendência é de cooperação.

Jornalista e historiador gaúcho, Juremir Machado disse que a ideia da consulta pública tem sido encarada muito mais sob forma de anedota na região sul do País.

Ele concorda que por trás da ideia separatista há uma sensação de tratamento desigual por parte da União para com os Estados.

Porém , Juremir lembrou que outros aspectos mais profundos da história do país perpassam as questões separatistas: “tem um pouco de ilusão e um pouco de fantasia do ponto de vista de identidade. E muito preconceito, que beira o racismo”.

Segundo os organizadores, a condição mínima para votar é que o eleitor seja maior de 16 anos e morador de um dos três Estados.

O custo do plebiscito deve ficar em torno de R$ 25 mil, ou, 25 mil pila, se a gente já quiser ir adotando a moeda oficial do novo país.

O dinheiro foi arrecadado pelos próprios voluntários do grupo que, de acordo com Celso Deuscher já somam R$ 30 mil.

*Informações da repórter Helen Braun