Movimento separatista da Catalunha sofre mais uma derrota

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan em Londres
  • 09/10/2017 10h05
EFE/FELIPE TRUEBA Manifestantes com bandeiras da Espanha se manifestam contra a independência da Catalunha em Barcelona

O movimento separatista da Catalunha sofreu mais um golpe nesta segunda-feira (9). O governo da França confirmou que não vai reconhecer nenhuma declaração independentista unilateral da região, o que acredita-se, pode ser anunciado até amanhã.

Barcelona teve ontem um dia de manifestações pró-Espanha e contra o separatismo que chamaram atenção pela adesão popular.

Os organizadores falam em cerca de 950 mil pessoas. A polícia calcula um número três vezes menor, mas ainda assim as imagens mostram que centenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas da capital da Catalunha.

O impasse na região mantém a Europa apreensiva à espera de um desfecho que não resulte em mais instabilidade.

À essa altura já parece claro que a União Europeia não pretende intervir no assunto nem oferecer a mediação que o governo catalão solicitou depois do referendo separatista.

Por outro lado, o governo de Madri também não dá mostras de que irá negociar. O chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy, deu o tom numa entrevista publicada pelo jornal El País neste final de semana dizendo que a Espanha vai continuar do jeito que está.

Apesar da situação pouco animadora, jornais espanhóis acreditam que o governo catalão pode declarar independência de forma unilateral na próxima sessão do parlamento regional, marcada para amanhã.

A reação do governo central ainda é uma incógnita uma vez que os dispositivos legais não parecem claros sobre o que pode ou não ser feito numa situação como essas.

Ontem, as palavras de ordem dos manifestantes pró-Espanha pediam um retorno ao bom senso. O escritor Mario Vargas Llosa, peruano com cidadania espanhola, discursou afirmando que a democracia espanhola não será destruída por nenhuma conjura independentista.

Os sinais indicam que o movimento separatista está sendo asfixiado pelas instituições espanholas e europeias. A impressão é a de que por não ter uma solução, o impasse pode acabar sendo dado por solucionado e tudo seguir como está.

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