MP discute protocolo de ação da PM com famílias de vítimas de Paraisópolis

  • Por Jovem Pan
  • 07/02/2020 07h19 - Atualizado em 07/02/2020 08h26
José Barbosa/Estadão ConteúdoAção policial em baile funk matou nove pessoas na favela de Paraisópolis

Ministério Público de São Paulo está discutindo o protocolo da Polícia Militar dentro da investigação da morte de nove jovens, no dia primeiro de dezembro, no baile funk da favela de Paraisópolis. O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio recebeu parentes de vítimas, representantes das Polícias Civil e Militar, Procuradoria Geral do Estado.

O procurador Smanio não falou ao final da reunião no MP. O presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Dimitri Sales, defende a discussão dos protocolos policiais.

“A polícia tem diversos protocolos. Após o incidente de Paraisópolis, o governador se comprometeu a revisar esses protocolos, o Condepe solicitou a participação do Conselho nessa revisão, mas de fato não sabemos se estão sendo revisados, quem está revisando. É é uma questão, esses protocolos são mantidos em sigilo.”

Danylo Amilcar, irmão do jovem Danilo, de 16 anos, morto em Paraisópolis espera ainda pela apuração dos fatos em Paraisópolis. “A reunião é positiva porque mostra que ainda existe um esforço coletivo e concentrado para apurar de fato na noite do dia 1º de dezembro. A responsabilização de quem ocasionou as nove mortes, mas não só as mortes, as dezenas de feridos.”

Os nove jovens, com idades entre 14 e 23 anos, morreram pisoteados após uma intervenção da Polícia Militar durante um baile funk em Paraisópolis.

* Com informações do repórter Marcelo Mattos.