MP-SP denuncia três acusados de participar do assassinato de PM em Paraisópolis

  • Por Jovem Pan
  • 09/10/2018 06h57
DivulgaçãoSegundo o laudo necroscópico a policial foi espancada antes de ser executada com um tiro à queima-roupa na cabeça

O Ministério Público de São Paulo ofereceu nesta segunda-feira (08) denúncia contra três acusados de participar do assassinato da policial militar Juliane Duarte em agosto, na região de Paraisópolis, Zona Sul da capital.

A policial militar estava em um bar com amigos, quando criminosos descobriram sua profissão. Juliane foi baleada, sequestrada e morta.

Na denúncia, há três versões sobre como a policial foi reconhecida pelos criminosos. A primeira versão diz que o cabo de sua pistola foi notado enquanto ela dançava. Na segunda, testemunhas dizem que ela teria mostrado a arma ao exigir que devolvessem um telefone furtado no bar. Por fim, há testemunhas que garantem que ela foi identificada depois que um grupo ligado ao PCC, revistando os presentes no bar em busca do celular, localizou sua arma.

Segundo a denúncia, cerca de 40 minutos após a confusão no bar, quatro pessoas foram em busca da Juliane. O Ministério Público identificou um homem e uma mulher, mas outras duas pessoas ainda não foram identificadas.

O quarteto teria avançado sobre Juliane e a baleado com sua própria arma. Então ela é arrastada para um veículo e o dono do bar recebe ordens para lavar e fechar o local.

No dia seguinte, a moto de Juliane foi encontrada no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

Seu corpo foi encontrado cinco dias depois, no porta-malas de um carro no bairro Campo Grande, zona sul.

Segundo o laudo necroscópico a policial foi espancada antes de ser executada com um tiro à queima-roupa na cabeça.

Ainda não se sabe quem a torturou e executou, mas segundo o MP, as ordens partiram do gerente do tráfico de drogas em Paraisópolis, segundo mensagens encontradas em seus telefones celulares. As pessoas identificadas na investigação são acusadas de homicídio qualificado, associação criminosa e tortura, e seguem em prisão preventiva.

*Informações do repórter Fernando Martins