Mundo está a 100 segundos do fim, aponta Relógio do Juízo Final

  • Por Jovem Pan
  • 24/01/2020 06h54
LEAH MILLIS/REUTERSAs alterações climáticas e o risco nuclear são as principais ameaças

O Relógio do Apocalipse diz que o mundo está a 100 segundos do final. Especialistas acertaram os ponteiros do simbólico marcador que avisa a humanidade sobre a proximidade do fim.

Entre as personalidades presentes, estiveram o ex-secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon e Rachel Bronson, Presidente e CEO do Bulletin of the Atomic Scientists.

As alterações climáticas e o risco nuclear são as principais ameaças. A percepção é de que os seres humanos estão mais próximos da aniquilação em 2020 do que em qualquer outro momento, desde 1947, quando um grupo de cientistas americanos criou o famoso Relógio do Juízo Final.

Pela primeira vez, o Brasil é citado como colaborador da piora da situação, devido a sua política ambiental.

Após dois anos apontando para dois minutos para meia-noite, o Relógio do Juízo Final foi ajustado para apenas 100 segundos antes do apocalipse.

Historicamente, o contador media o risco de uma guerra nuclear, em que  meia-noite representa a destruição do planeta. Porém, desde 2007, ele também pesa os efeitos das mudanças climáticas e agora entraram no rol os avanços tecnológicos e uma possível guerra cibernética.

Os dois minutos para a meia-noite que foram ajustados em 2018 eram, até hoje, o pior nível já registrado pelo relógio.  Em 1953 o aparato teve a mesma marca após Estados Unidos e União Soviética testarem suas bombas de hidrogênio.

E onde figura o Brasil ? 

Segundo o comunicado no ano passado, alguns países agiram para combater a mudança climática, mas outros – incluindo os EUA, que deixaram o Acordo de Paris, e o Brasil, que desmantelou políticas que protegiam a floresta Amazônica – deram vários passos para trás.

O Boletim creditou ainda como evidências de que o mundo está mais perto do fim o fracasso da conferência das Nações Unidas sobre o clima, em Madrid, além da elevação da emissão de gases do efeito estufa e o que chamaram de série de eventos extremos, como incêndios de grandes proporções do Ártico à Austrália.

O grupo de cientistas deu algumas sugestões para mudar o cenário.  Na área nuclear, eles falam na retomada de negociações de acordos, enquanto no meio ambiente sugerem a adesão aos parâmetros dos Acordos de Paris, com cobrança da população por uma mudança de posição do governo de Donald Trump.

Já no campo tecnológico, eles reforçam a necessidade da criação de normas internacionais que penalizem e disciplinem o uso da ciência e da informação, sob risco de que as democracias desmoronem.

O fato é que os avisos estão sendo dados. A humanidade é que abra os olhos, pois o apocalipse está logo aí, a apenas 100 segundos.

*Com informações do repórter Daniel Lian