Na China, Trump adota tom mais ameno e deixa acusações ao país asiático de lado

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 09/11/2017 09h43
EFETrump agradeceu a recepção grandiosa que está tendo em Pequim e chegou a fazer elogios no máximo que seu vocabulário superlativo permite ao presidente Xi Jinping

O destaque desta quinta-feira (09) também é a visita do presidente americano Donald Trump à China, num encontro que interessa ao mundo inteiro por envolver as duas maiores potências do planeta.

E até agora essa tem sido uma das raras oportunidades em que o chefe da Casa Branca se prendeu à liturgia do cargo e deixou a fantasia de candidato do cargo.

Quem tem boa memória vai se lembrar dos ataques constantes que Trump fez ao governo de Pequim no ano passado, acusava o país asiático de roubar empregos dos americanos manipulando o câmbio para se favorecer nas transações comerciais.

Mas na visita de hoje Trump assumiu um tom totalmente oposto. Agradeceu muito a recepção grandiosa que está tendo em Pequim e chegou a fazer elogios no máximo que seu vocabulário superlativo permite ao presidente Xi Jinping.

Os dois países anunciaram inclusive acordos comerciais na cifra dos 250 bilhões de dólares.

O ponto que mais interessa para o resto do mundo, no entanto, são as negociações entre os países para tentar solucionar a crise da Coreia do Norte. Porque no fim das contas americanos e chineses são os grandes fiadores dos dois países da península com interesses próprios que mantém a tensão elevada entre os vizinhos.

Trump pediu que Xi Jinping trabalhe duro para desnuclearizar a Coreia do Norte e que se ele realmente se empenhar no tema com certeza irá resolvê-lo.

O tom do presidente americano tem sido o mais surpreendente dessa viagem oficial à China. A ferocidade do Twitter ficou nos Estados Unidos pelo jeito e Trump tem sido complacente ao extremo com seus anfitriões. Chegou a dizer até que é compreensível ver a China tirando vantagem dos Estados Unidos na balança comercial porque não dá para condenar um presidente que quer o melhor para o seu povo.

O único ligeiro faux pas de Trump até aqui tem sido o fato dele continuar tuitando mesmo em solo chinês, onde as redes sociais ocidentais são bloqueadas. Mas é evidente que o presidente dos Estados Unidos tem sua conexão própria onde quer que ele esteja.