Na Europa, Dia Internacional da Mulher é ‘celebrado’ com protestos e reivindicações

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 08/03/2019 09h19 - Atualizado em 08/03/2019 10h10
EFEAssim como no ano passado, milhões de espanholas entraram em greve para participar das manifestações ao redor do país

Na Europa, o dia 08 de Março não é de “parabéns”, nem rosas às mulheres. Como acontece todos os anos, o Dia Internacional da Mulher é celebrado com muitos protestos e reivindicações.

As principais cidades do continente têm nesta sexta-feira (08) algum tipo de mobilização em torno de debates que já são antigos, mas estão longe de serem solucionados, até mesmo nas principais economias do mundo. Violência contra mulher, desigualdade salarial e menos oportunidades na carreira, por exemplo, são apenas algumas das pautas comuns às europeias e às brasileiras.

A Espanha é um dos países em que 08 de março é mais vocal. Assim como no ano passado, milhões de espanholas entraram em greve hoje para participar das manifestações ao redor do país. O governo de Madrid tem atualmente um número recorde de participação feminina – num triste contraste com a situação do Brasil. Ainda que o chefe de governo seja um homem, 11 ministérios são ocupados por mulheres de um total de 17. Em Brasília são apenas duas no total de 22 pastas.

A falta de diversidade de gênero em posições de comando também é um tema central nas manifestações de hoje na França. O jornal Le Monde destaca a lenta feminização das forças armadas do país. A carreira foi aberta para as mulheres somente nos anos 1990 e hoje as francesas ocupam apenas 15,5% do efetivo total das tropas francesas. A porcentagem de oficiais é ainda mais rasa: 7,8%.

No Reino Unido, um grupo de artistas, entre elas as atrizes Emma Watson e Keira Knightley, ativistas e empresárias, divulga um manifesto pedindo mais proteção para as mulheres. O texto ressalta os riscos de represália, censura e violência que as mulheres enfrentam toda vez que tentam defender seus direitos ou se manifestar pedindo justiça.

Dentro deste contexto, o jornal londrino The Guardian ressalta as execuções da ambientalista hondurenha Berta Cáceres e da vereadora brasileira Marielle Franco.