Nós somos feitos para voar e agora precisamos parar os serviços, lamenta presidente da Azul
As companhias aéreas enfrentam, em meio a pandemia do coronavírus, uma de suas maiores crises. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o presidente da Azul Linhas Aéreas, John Rodgers, falou sobre os impactos no setor.
Para Rodgers, a palavra que resume a situação é “desastre”. “Nós somos feitos para voar e agora precisamos parar de voar. Deixamos de atender em 20 cidades e estamos fazendo 300 ou 400 voos por dia. Esse número chegou a mil no início do ano.”
Ele destacou que muitas pessoas usam os serviços aéreos para irem a hospitais tratar doenças graves ou então visitar parentes distantes. “Isso terá impacto na vida de muita gente, porque ajudamos as pessoas a se conectarem com o mundo inteiro.”
Para o presidente da Azul, “não é justo” empresas aéreas pelo mundo receberem ajuda do governo para ter capital de giro e isso não acontecer no Brasil. “Nós vamos voltar a voar, a crescer. Se continuar assim, as empresas internacionais vão comprar a gente por preço de banana e tirar o emprego dos brasileiros.”
De acordo com ele, a saída não é fechar as fronteiras — uma vez que muitos países já adotaram a medida e o “fato já está acontecendo”. “Isso precisa ser pensado com muito carinho. É tempo de cuidar de quem está em risco, precisamos nos ajudar. Não podemos parar tudo porque precisaremos de dinheiro depois.”
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