Nova presidente da OAB-SP toma posse e defende paridade de gênero em indicações

Patrícia Vanzolini é a primeira mulher a ocupar o posto em 90 anos de história da entidade

  • Por Jovem Pan
  • 04/01/2022 07h45 - Atualizado em 04/01/2022 09h46
Reprodução / Facebook oabsaopaulo Posse da presidente da OAB Vanzolini foi eleita com 36% dos votos, uma vantagem de pouco mais de 3 pontos percentuais em relação a Caio Augusto dos Santos

A Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) está sob nova direção. A advogada criminalista e professora Patrícia Vanzolini assumiu a presidência da entidade e comandará a instituição pelos próximos três anos, sendo a primeira mulher a ocupar o posto em 90 anos de história da seccional. Na cerimônia de posse, a nova diretora anunciou que uma de suas principais medidas será a defesa do preenchimento de duas vagas no Tribunal de Justiça de São Paulo em que será observada a paridade de gênero. A escolha final dos nomes fica a cargo do governador. “Essa lista sêxtupla será a primeira na história a respeitar paridade e equidade de gênero, conforme nosso programa de inclusão”, disse. Em disputa acirrada, Vanzolini foi eleita com 36% dos votos, uma vantagem de pouco mais de 3 pontos percentuais em relação a Caio Augusto dos Santos, que buscava se reeleger. Durante a campanha, a nova presidente se comprometeu a não pleitear a reeleição ao fim de seu mandato.

No geral, a seccional paulista vem de uma sequência de pouca renovação. Mas Patrícia pregou união em seu discurso. “É por isso que, a partir de agora, as eleições acabaram e essa gestão é de todas, de todos. É para todos, para as mulheres, homens, brancos, negros, para o interior e a capital”, afirmou. Vanzolini vai enviar um ofício ao Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil reivindicando eleições diretas para a entidade nacional, o que ainda não aconteceu. Caso seja atendida, a mudança dependerá de aprovação do Congresso Nacional. A eleição da próxima diretoria nacional ocorrerá em 31 de janeiro. Ao longo da campanha a advogada fez duras críticas à postura de Felipe Santa Cruz, presidente da entidade, alegando que não pode haver suspeitas de interesses políticos e partidários.

*Com informações do repórter Daniel Lian