Novas regras de trânsito priorizam segurança e protegem a vida, avalia relator do projeto

  • Por Jovem Pan
  • 19/02/2020 09h54
Divulgação/DetranJuscelino também citou o Funset e destacou a importância de destinar verbas para a educação no trânsito

Combater a indústria da multa no Brasil é um dos objetivos da matéria que visa analisar novas regras de transito. É isso que diz o deputado federal e relator na comissão que analisa a pauta, Juscelino Filho (DEM-MA).

Em entrevista ao Jornal da Manhã, Filho explicou um dos pontos mais polêmicos da proposta, o que amplia de 20 para 40 pontos o limite de infrações na CNH.

“Criamos um meio termo e um escalonamento nas regras. Os 20 pontos estavam sufocados por conta da indústria da multa e isso fazia com que as pessoas perdessem a habilitação rapidamente. Mas também não podíamos afrouxar para todo mundo, porque ampliando você flexibiliza infrações.”

Dessa forma, as novas regras propõem que a bonificação seja dada para quem não cometer nenhuma infração gravíssima em 12 meses. Para quem cometer uma, o limite será de 30 pontos. E, por fim, para quem cometer duas o limite continua sendo de 20 pontos.

“Com isso, acreditamos que seguimos nas diretrizes que adotamos desde o início, que é priorizar a segurança, reduzir o número de acidentes e proteger a vida”, avalia Juscelino.

Educação no trânsito

Juscelino também citou o Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito, o Funset, e destacou a importância de destinar verbas para a educação no trânsito.

“Devemos criar escolinhas de educação no trânsito, levando as crianças e adolescentes desde cedo a aprender sobre o assunto. O trânsito é um problema sério e essas pessoas serão os motoristas de amanhã. É preciso entender essa responsabilidade.”

O texto ainda prevê a criação de um programa social, com fundos do Funset, para que seja instituída a CNH Social. Com base no cadastro único do Bolsa Família, adolescentes ou adultos que comprovem baixa renda poderão tirar a carteira de motorista com verba do governo federal.