Novo ministro de Temer quer discutir modais de transporte já no fim do governo

  • Por Jovem Pan
  • 29/05/2018 09h43
Wilson Dias/Agência BrasilMinistro da Secretaria Geral da Presidência, Ronaldo Fonseca já pediu a renúncia de Temer após divulgação da delação da JBS

A 7 meses do fim do governo, o novo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Ronaldo Fonseca, assumiu, na última segunda-feira (29), o cargo com o discurso de que é preciso discutir novas formas de escoamento da produção no País. De acordo com Fonseca, o segundo semestre será o momento das ferrovias e pediu listas de obras a serem entregues em 30, 60 e 90 dias e pediu também um novo plano estratégico para o governo.

“Um amplo plano que garanta a melhor distribuição dos modais de transporte no Brasil, visando a eficientização da logística e a segurança nacional com a quebra do modal rodoviário”, disse o ministro.

Ronaldo Fonseca foi além disse que pediu a secretaria de comunicação um plano de divulgação das ações do governo federal para mostrar o que ele chamou de avanços do governo Michel Temer que, segundo ele, será lembrado como o maior governo reformista da história. Fonseca, no entanto, quando deputado, votou contra a reforma trabalhista no Congresso Nacional e criticava também a proposta de reforma da previdência.

O deputado, quando foi divulgada a delação da JBS, pediu inclusive a renúncia de Temer. Tudo isso, no entanto, foi deixado para trás pelo presidente diante de problemas maiores que o atormentam nesse momento. Em meio aos protestos que tomam conta do país, Temer ainda tenta demonstrar força, disse que acredita numa solução a curto prazo e rebate quem critica o governo por não ter utilizado a força.

“Entendeu-se que logo no começo eu deveria usar de toda força necessária para impedir qualquer movimento. Não fazemos assim, não é a nossa vocação. A nossa vocação é do diálogo, do acerto, da conciliação e do ajuste que fizemos ao longo dessa semana”, discursou o presidente da República.

Vale lembrar que o governo é acusado de não ter dado a devida importância às ameaças da categoria, que desde outubro de 2017 tenta uma negociação.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin