Novo sistema amplia coleta e tratamento de esgoto em São Paulo

  • Por Jovem Pan
  • 05/02/2020 07h07 - Atualizado em 05/02/2020 08h06
Governo do Estado de São PauloO presidente da Sabesp, Benedito Braga, ressaltou que outros rios -- como o Tamanduateí e o Pinheiros -- também serão beneficiados

O governo de São Paulo e a Sabesp entregaram, nesta terça-feira (4), um complexo de obras que tem como objetivo ampliar a coleta e melhorar o tratamento de esgoto da região central da capital. No total, R$ 390 milhões foram investidos no lançamento de quatro equipamentos.

O Interceptor Tietê 7, que é um túnel de 7 quilômetros e meio construído sob a pista da Marginal Tietê; a Estação Elevatória de Esgoto Piqueri; o novo Coletor-Tronco Anhangabaú; e o Interceptor Tamanduateí.

O empreendimento vai beneficiar diretamente 350 mil pessoas de 16 bairros diferentes e também visa contribuir para o programa de despoluição do rio Tietê, podendo atingir mais de 2 milhões de pessoas. É o que explica o governador de São Paulo, João Doria.

“Mais coleta, menos dejetos e poluição no Rio Tietê. Eu fiz questão de estar aqui hoje porque esse é um passo importante no programa de despoluição do Rio Tietê, como é também um programa de melhoria na qualidade de vida de quem vive em São Paulo.”

O presidente da Sabesp, Benedito Braga, ressaltou que outros rios — como o Tamanduateí e o Pinheiros — também serão beneficiados com a inauguração do novo complexo.

A previsão é que o Rio Pinheiros fique limpo em dezembro de 2022. Braga afirma, no entanto, que o processo de despoluição do Tietê deve ser mais demorado.

“O caso do Tietê é um pouco mais longo, podem imaginar pelo tamanho da obra que os investimento são maiores muito maiores. Um prazo longo, da ordem de 2022 e mais 4 ou 6 anos.”

Segundo o presidente da Sabesp, Benedito Braga, outros interceptores similares aos inaugurados nesta terça-feira estarão em operação em São Miguel, Suzano e Itaquaquecetuba dentro de dois anos.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini