‘O trabalho vai continuar da mesma forma’, diz nova coordenadora da força-tarefa da Lava Jato em SP

A procuradora da República Thaméa Danelon será a nova coordenadora da força-tarefa da operação Lava Jato em São Paulo, substituindo Thiago Lacerda Nobre. Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, ela prometeu que o trabalho seguirá da mesma forma. “O trabalho vai continuar da mesma forma, as investigações vão continuar sendo realizadas. Será basicamente uma continuidade do trabalho que tem sido feito”, disse.
Com o desmembramento da operação, muitos processos ficaram sob responsabilidade da forca-tarefa paulista. “Vamos continuar tocando essas investigações, muitos processos que estavam tramitando no Supremo Tribunal Federal vieram para gente também”, afirmou a procuradora sobre o assunto.
Muito ativa nas redes sociais, Danelon acredita que essas ferramentas são importantes na comunicação entre a Justiça e a população. “As redes sociais são importantes no sentido de informar a sociedade”, avaliou, lembrando que a comunicação é uma das marcas da Lava Jato. “Foi a primeira operação que teve um site oficial e inaugurou o sistema de coletivas após cada deflagração e denúncia”, ressaltou.
Lei Rouanet e corrupção
Em São Paulo, Thámea Danelon ficou conhecida por participar da operação Boca Livre, que investigou supostas fraudes na Lei Rouanet. A procuradora define a lei como um incentivo “interessante”, mas defende a fiscalização. “O que vemos é que grande maioria desses financiamentos são fraudulentos, há apenas a não entrada de verba pública nos cofres públicos”, disse. “É importante destinar os recursos a pessoas que realmente precisam e não artistas já consagrados”, continuou.
Ela também é uma das defensoras das 10 Medidas Contra a Corrupção, documento produzido pelo Ministério Público. Agora, a procuradora acredita que o novo governo deve retomar a discussão do projeto e também analisar as Novas Medidas Contra a Corrupção, feitas pela Fundação Getúlio Vargas. “O próprio doutor [Sérgio] Moro [futuro ministro da Justiça] analisou essas novas medidas e ele mesmo tem dito que vai oferecer novos projetos”, comemorou. “Acredito que essas novas medidas teriam uma amplitude maior.”
Comentários
Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.