Objetivo é que todos recebam alguma parcela de auxílio até dezembro, garante presidente da Caixa

27 milhões de pessoas passam a receber R$ 300 a partir de hoje

  • Por Jovem Pan
  • 30/09/2020 09h34
ADRIANA TOFFETTI/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOO presidente da CEF ressaltou que o beneficiário não precisa fazer nada para que o dinheiro continue caindo na conta

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, garantiu que todas as pessoas com direito ao auxílio emergencial vão receber parcelas até dezembro. O que vai variar, apenas, é o valor delas. “Todas as pessoas vão receber cinco parcelas do auxílio emergencial. Depois, começa o pagamento do auxílio extensão. Quem começou a receber R$ 600 em abril, começa hoje a receber R$ 300. Quem recebeu a primeira parcela em junho, começa a receber a extensão apenas no mês que vem”, disse. No caso de mulheres chefes de família, os valores são R$ 1,2 mil e R$ 600, respectivamente.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Guimarães afirmou que 27 milhões de pessoas passam a receber R$ 300 a partir de hoje — ou seja, os que começaram a receber o auxílio emergencial convencional ainda em abril. “O objetivo é que todas as pessoas recebam alguma parcela de auxílio até dezembro”, explicou. Pedro Guimarães também ressaltou que o número de beneficiários caiu porque, com a diminuição do valor, algumas pessoas voltaram a receber o Bolsa Família em vez do benefício emergencial. Esse contingente representa cerca de 3 milhões de CPFs. Algumas alterações nas regras também reduziram em 5 milhões os que recebiam pelo cadastramento no CadÚnico, já que algumas pessoas voltaram a trabalhar.

O presidente da CEF ressaltou que o beneficiário não precisa fazer nada para que o dinheiro continue caindo na conta. “Todos os dados já existem, essa é a grande diferença de abril — quando montamos a base de dados. A Dataprev e o Ministério da Cidadania analisam esses dados. A Caixa só recebe e paga”, disse. Pedro Guimarães garantiu que a Central 111 está apta para tirar eventuais dúvidas e que as agências do banco vão continuar abrindo aos sábados por mais 23 finais de semana. “Ninguém vai deixar de receber”, garantiu.