Com restrições, oferta de serviços em casa ganha impulso na pandemia

  • Por Jovem Pan
  • 26/05/2020 07h52
ESTADÃO CONTEÚDOCom as lojas e comércios fechados, a oferta por serviços tem se adaptado à nova realidade da pandemia

Quase todo domingo, donos de bichos de estimação de um conjunto residencial na zona oeste de São Paulo levam seus cachorros para um banho sem ir muito longe. Com as lojas pet shops fechadas, o serviço é feito no estacionamento do condomínio.

A veterinária Jéssica Drago é proprietária de um pet shop móvel há três anos. Ela conta que tem observado a demanda aumentar exponencialmente e explica como está adaptando a oferta de serviços durante a pandemia da Covid-19.

“Eu pego o animal, vou na casa das pessoas, então a gente continuou trabalhando com toda a segurança, toda responsabilidade. A gente passa álcool gel na coleira, na van toda, álcool 70% e assim continua o atendimento. As pessoas tem me procurado muito.”

Além das medidas estabelecidas pela Coordenadoria de Vigilância de Saúde para os condomínios, é necessário criatividade neste momento. A síndica, Bruna Matias, firmou parceria com empresas e comerciantes, que se dirigem até os moradores oferecendo serviços. “Trouxemos para dentro do condomínio alguns parceiros, afim de evitar que os condôminos tivessem essa exposição na rua para fazer uma compra, como uma feira que a gente trouxe semanalmente.”

Os moradores sabem que os cuidados precisam ser redobrados com a higiene durante este período. A gerente-geral, Mariele Andrade, achou a ideia ótima dos comerciantes virem até o condomínio. “Como a gente está em quarentena e eu tenho meus pais que são idosos, é muito mais prático. Assim você não precisa ter contato com tanta gente, tem toda a praticidade, custo bom. Melhor custo benefício.”

O comerciante de hortifruti, Natalino Teodoro, recebe os pedidos pelo whatsapp e abastece o carro com frutas e verduras. O novo modelo de entrega ajudou a melhorar as vendas na pandemia. “Tem muita gente em casa, como vou na casa dos meus clientes, então uma vai indicando pra outra, já vão saindo e comprando mais coisas. Deu uma melhorada, graças a Deus.”

Da Serra da Canastra, em Minas Gerais, o carro de queijos do comerciante Paulo Leite chega às ruas da capital paulista. “Antigamente eu via que a pessoa levava dois queijos ou doce. Hoje eu vou até a casa e as pessoas estão levando mais queijo, mais doces. Então neste período as vendas aumentaram muito.”

*Com informações da repórter Livia Fernanda