ONU quer explicações de Hong Kong sobre repressão a atos em aeroporto

  • Por Jovem Pan
  • 14/08/2019 07h26
EFECidade autônoma está na décima semana de protestos

A Alta Comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu uma “investigação imparcial” sobre a atuação da polícia contra manifestantes em Hong Kong. O objetivo é apurar o uso de gás lacrimogêneo usado contra manifestantes de maneiras proibidas pela lei internacional.

As forças policiais entraram no aeroporto da cidade nesta terça-feira (13), que há cinco dias é palco dos protestos. Essa terça-feira foi o segundo dia consecutivo em que pousos e decolagens foram suspensos por causa das manifestações.

O porta-voz de Bachelet, Rupert Colville, afirmou que as forças de segurança foram vistas “jogando bombas de gás lacrimogêneo em áreas fechadas e lotadas e diretamente em manifestantes individuais em várias ocasiões”. Segundo ele, houve um risco considerável de morte ou ferimentos graves.

“A violência parece aumentar e, certamente, segmentos da população estão mais irritados. Essa é uma das razões pelas quais pedidos investigações imediatas, imparciais e independentes”, disse. Colville ressaltou ainda que os comentários da China de que via sinais de terrorismo entre os manifestantes de Hong Kong não são úteis e correm o risco de inflamar ainda mais a situação.

A chefe do poder executivo local, Carrie Lam, por sua vez, defendeu a atuação da polícia. Ela afirmou que os manifestantes levaram a cidade a um caminho retorno, que poderia afundar a sociedade em uma situação muito perigosa e preocupante.

De com acordo com ela, os policiais tomaram decisões em prol da segurança da população. Lam ainda negou que eles tenham feito mal aos manifestantes.

Entenda os protestos

Hong Kong já está na décima semana de protestos. As manifestações começaram em 9 de junho, depois que o governo local apresentou um projeto de lei que permitiria a extradição de cidadãos de Hong Kong para a China continental.

Lam suspendeu a tramitação do projeto, mas não o retirou totalmente da pauta.

*Com informações da repórter Nicole Fusco