Opas considera que pandemia pode demorar mais a passar nas Américas

  • Por Jovem Pan
  • 17/06/2020 07h01 - Atualizado em 17/06/2020 08h17
SANDRO PEREIRA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOSegundo Clarissa Etienne, houve um aumento de casos na Guiana Francesa no mesmo período em que estados do Norte brasileiro tiveram uma escalada nas infecções

A Organização Pan-americana da Saúde alertou que a evolução do coronavírus nas Américas pode tornar a pandemia na região mais longa do que em países europeus. Atualmente, os Estados Unidos concentram 54% de todos os casos das Américas, enquanto o Brasil tem 23% de casos e 21% de todas as mortes.

Segundo a diretora da OPAS, Clarissa Etienne, os países precisam lidar com a pandemia de forma conjunta, já que a desaceleração do contágio não está ocorrendo. Ela também demonstrou preocupação com as regiões de fronteira, onde a estrutura de saúde é precária.

Segundo Clarissa Etienne, houve um aumento de casos na Guiana Francesa no mesmo período em que estados do Norte brasileiro tiveram uma escalada nas infecções. Ainda de acordo com a OPAS, apesar de a América Latina ter tido tempo para se preparar para a pandemia, as questões sociais e econômicas dificultaram um maior controle da situação.

Nesta terça-feira (16), o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, denunciou o presidente Jair Bolsonaro por negligência no combate à Covid-19. Em carta, o venezuelano pediu a intervenção das Nações Unidas para exigir que Bolsonaro “atue com responsabilidade” na pandemia.

O embaixador menciona a troca de ministros da Saúde e a intenção do Brasil de abandonar a Organização Mundial da Saúde. O texto afirma, ainda, que “o governo bolsonarista se transformou no pior inimigo dos esforços para sair vitoriosos da pandemia da Covid-19 na América Latina”.

*Com informações da repórter Letícia Santini