Pacheco defende PEC dos Precatórios fora do teto de gastos, mas não em 2022

Expectativa é que a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprecie a matéria nesta quarta-feira, 24; texto deve ir ao plenário na próxima semana

  • Por Jovem Pan
  • 23/11/2021 06h54 - Atualizado em 23/11/2021 08h59
WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 09/07/2021 Pacheco evita falar sobre candidatura à presidência em 2022, mas declara que o país precisa de uma mudança tranquila

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, defende que os precatórios estejam fora do teto de gastos, mas não em 2022, como propõe o governo federal. Ele rebateu a tese do ministro da Economia, Paulo Guedes, do “meteoro sobre as contas públicas”, que deveria ser objeto de previsibilidade. “Sendo em dívida, em tese, no futuro poderia se pensar em retirar do teto de gastos. O problema é fazer isso agora, como sustentar a retirada de R$ 89 bilhões de precatórios do teto de gastos públicos no momento em que se exige uma absoluta responsabilidade fiscal? E com um discurso difícil de ser defendido”, afirmou o parlamentar, durante o evento na Associação Comercial de São Paulo. Aprovada na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) encontra resistência no Senado nos moldes como quer o Executivo para criar o Auxílio Brasil. Mesmo assim, Rodrigo Pacheco espera que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprecie a PEC dos Precatórios nesta quarta-feira, 24. Em relação ao plenário, ele espera pautar o tema na próxima semana.

Ainda sobre a CCJ, o presidente do Senado nega a possibilidade de levar a indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF) diretamente ao plenário. Rodrigo Pacheco diz confiar no esforço concentrado dos presidentes das comissões para que a sabatina ocorra. Sobre as eleições de 2022, Pacheco evita falar sobre candidatura ao Planalto, mas declara que o país precisa de uma “mudança tranquila”. “Não se pode aqui, neste instante, tratar de uma candidatura à presidência como algo de intransigência, que não se abre mão, que é definitiva. Porque isso não é o que o Brasil quer. O Brasil quer uma mudança tranquila, que possa respeitar direita e esquerda, respeitar polos diferentes e considero que essa identificação que a sociedade brasileira vai ter a partir das propostas que se apresentem.”

*Com informações do repórter Marcelo Mattos