JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Tempo Real | 14h00 - 16h00
Notícias

‘Pandemia não acabou, mas tem apresentação muito mais tênue’, afirma secretário de Saúde de SP

Jean Gorinchteyn defendeu avanço da vacinação como responsável por melhora do quadro da Covid-19 no sistema de Saúde

Pedro Jordão

O Estado de São Paulo registra queda no número de internações por Covid-19, mesmo com a presença da subvariante BA.2 da Ômicron, considerada muito transmissível. Para falar sobre o assunto, o secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn, concedeu uma entrevista ao vivo nesta terça-feira, 22, para o Jornal da Manhã, da Jovem Pan News. Segundo ele, a somatória de pacientes internados em enfermarias e unidades de terapia intensiva (UTI) é menor do que sete mil em todo o território paulista e que, apesar da pandemia não ter acabado ainda, ela passa a ser menos violenta.

“Se o mundo, de forma geral, tivesse vacinado, nós não teríamos locais de produção de novas variantes [do coronavírus], seja na Ásia, seja na África, onde o percentual de vacinação é muito baixo. Isso cria um ambiente muito favorável para o surgimento de novas cepas e, com o mundo globalizado, a tendência é que elas migrem para a Europa, Estados Unidos e para o continente sulamericano, e o Brasil não seria diferente. Temos que vacinar. Não adianta dizer ‘acabou a pandemia’. Nós vamos ter a circulação de vírus, porém, à medida em que avançamos no processo de vacinação, as manifestações [da Covid-19] tendem a ser diminuídas, minoradas, porque eu melhoro a imunidade da população. Então, eu não diria que acabou a pandemia, mas ela passa a ter uma apresentação muito mais tênue, menos virulenta, de causar doenças mais graves e, dessa forma, temos que nos proteger”, afirmou Gorinchteyn.

Segundo o secretário, 98% da população adulta que vive no Estado de São Paulo está vacinada contra a Covid-19 com pelo menos uma dose e 87% com duas doses. Além disso, ele destacou que 65% das crianças de 5 a 11 anos de idade também já estão vacinadas. “Isso é um caso de sucesso. Nós nunca tivemos, na história das vacinações, uma adesão rápida e robusta como nós estamos tendo, especialmente, da faixa etária pediátrica, apesar de todas as notícias que desestimulam pais a levarem seus filhos [para se imunizarem]. Mas o nosso objetivo, para todas as faixas etárias, é ter 90% da população imunizada, seja de adultos, com duas doses, ou de crianças”, disse. E continuou: “Estamos muito bem na vacinação. E é isso que nos deixa muito tranquilos de seguir em frente com essa segurança de que nós não teremos as formas tão graves, com aqueles contingentes comprometendo o nosso sistema de saúde”, finalizou.