Paraisópolis é primeira favela a ter loja autônoma no Brasil

Para acessar o minimercado, basta baixar o aplicativo Onii, no celular, usar o QR Code para entrar e escolher as mercadorias

  • Por Jovem Pan
  • 21/08/2021 12h03
Reprodução/Instagram @onii_oficialO projeto foi desenvolvido pela eegloo, braço social da startup Onii, dona de pelo menos 200 lojas em condomínios e empresas

A favela de Paraisópolis é a primeira no Brasil a receber uma loja autônoma os moradores terão acesso a produtos alimentícios e de outros nichos 24 horas por dia. Para acessar o minimercado, é simples: é só baixar o aplicativo a Onii, no celular, usar o QR Code para entrar e escolher as mercadorias. Depois, basta fazer o pagamento pelo celular. Os estoques dos produtos são repostos todas as segundas-feiras. Não há atendentes, caixas eletrônicos e muito menos segurança. Quem toca a loja de Paraisópolis, é o Daniel Cristóvão, dono do mercado Brasileiríssimo.

Ele diz que esse tipo de serviço é uma oportunidade para moradores de favelas. Até agora, só existia esse modelo de negócio nos condomínios. “Para facilitar a vida do moradores e colocar eles dentro de uma tecnologia que, muitas vezes, pensavam que era distantes. Eu acredito que o que as pessoas do Morumbi tem acesso, as pessoas que moram em favela tem que ter também.” Douglas é morador de Paraisópolis e, um dia, precisou comprar fralda para a filha de madrugada. “Eu baixei o aplicativo no celular, entrei na loja pelo QR Code e escolhi a fralda para o meu filho.”

O projeto foi desenvolvido pela eegloo, braço social da startup Onii, dona de pelo menos 200 lojas em condomínios e empresas. O sócio fundador da empresa, Ricardo Podval, fala da importância de movimentar a economia local vendendo produtos dos empreendedores da região e gerando renda para a população. “É um projeto extremamente focado em geração de renda, de conhecimento e impacto social positivo.” Em um mês de funcionamento, a loja autônoma de Paraisópolis já tem 300 cadastros no aplicativo e a ideia é que se torne cada vez mais acessível.

*Com informações do repórter Victor Moraes