Parlamentares do PSL saem em defesa de Bebianno, mas alguns admitem desgaste

  • Por Jovem Pan
  • 15/02/2019 06h20 - Atualizado em 15/02/2019 10h10
Marcelo Camargo/Agência BrasilNos bastidores, porém, alguns admitem o desgaste do Governo e o incômodo com a situação, mas preferem esperar a resolução do caso

Parlamentares do PSL, partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, saíram publicamente em defesa do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. Nos bastidores, porém, alguns admitem o desgaste do Governo e o incômodo com a situação, mas preferem esperar a resolução do caso.

Na noite da última quarta (13), houve um jantar do presidente do partido, deputado Luciano Bivar, com parlamentares da legenda. A senadora Soraya Thronicke, também do PSL, disse que apesar das desavenças internas, as bancadas como um todo buscam a unidade: “quando falam em racha não é esse o tom, porque la dentro somos muito. Se um quer chamar mais atenção discordas de alguma coisa, não é maioria”.

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio, defendeu a permanência de Bebianno na Secretaria-Geral da Presidência. Para ele, o ideal é o presidente Bolsonaro e o ministro resolverem o caso frente a frente.

O senador acredita que o momento é de acalmar os ânimos: “eu não vou apagar incêndio com gasolina. Tem que se serenar os ânimos e diferenciar comunicação familiar de comunicação oficial de Governo”.

Já o líder da oposição na Casa, senador Randolfe Rodrigues (REDE), criticou a postura do presidente no caso. Ele afirmou que Bolsonaro precisa tomar providências quanto ao ministro, podendo chegar à demissão: “não me parece adequado presidente fazer retuíte de tuíte do filho. Presidente tem caneta BIC, então que a utilize para tomar providências devidas”.

Na Câmara, o deputado Alexandre Frota (PSL) disse que os laranjas devem ser expulsos do partido e até espremeu uma laranja no plenário: “vou falar que laranja podre no PSL será esmagada”.

Aliados do governo na Câmara demonstram preocupação. Visando as votações prioritárias para o governo, como a reforma da Previdência, eles temem que a situação se arraste e o desgaste afete a unidade da base aliada.

*Informações do repórter Levy Guimarães