Parlamento britânico rejeita moção para apoiar plano de May para o Brexit

  • Por Jovem Pan
  • 15/02/2019 09h32
EFEA derrota da moção de May, que recebeu 303 contrários e 258 favoráveis, tem peso simbólico, mas aumenta a pressão sobre a primeira-ministra

O parlamento do Reino Unido rejeitou nesta quinta-feira (14) uma moção com a qual a primeira-ministra do país, Theresa May, buscava o apoio dos deputados ao plano do governo para continuar negociando o acordo do “Brexit” com a União Europeia (UE).

O setor mais crítico ao bloco europeu dentro do Partido Conservador, liderado por May, criticou o texto porque ele incorporava de forma implícita uma emenda já aprovada em janeiro, que prevê que a Câmara dos Comuns descarta deixar a UE sem acordo.

A derrota da moção de May, que recebeu 303 contrários e 258 favoráveis, tem peso simbólico, mas aumenta a pressão sobre a primeira-ministra e volta a evidenciar que ela não é capaz de controlar um grupo de deputados rebeldes de seu próprio partido.

Os ‘tories’ rebeldes anunciaram minutos antes da votação que iriam se abster, o que provocou a derrota da primeira-ministra.

O ministro para o “Brexit” do Reino Unido, Stephen Barclay, tentou ganhar o apoio desse grupo crítico do Partido Conservador que o governo deixará a UE na data prevista – 29 de março deste ano -, mesmo que a Câmara dos Comuns não tenha ratificado o acordo de saída do bloco europeu até lá. O esforço, porém, não deu resultado.

May descarta a hipótese de deixar a UE sem acordo, um cenário considerado como uma das principais falhas do governo pelos deputados conservadores que se opõem ao plano da primeira-ministra.

Nas discussões desta quinta-feira (1a), May prometeu que voltará à Câmara dos Comuns no fim deste mês para submeter à votação o seu plano de saída da UE caso não tenha conseguido renegociar o acordo do “Brexit”.

Apesar das declarações do ministro para o “Brexit” hoje, a imprensa britânica afirma que o responsável por liderar a equipe de negociação do Reino Unido, Olly Robbins, tem outros planos.

Em uma conversa revelada por um jornalista, Robbins afirmou que o governo pretende pedir uma extensão do prazo para deixar a UE caso não consiga aprovar um acordo na Câmara dos Comuns.

*Com Agência EFE