Parlamento francês aprova proibição de celulares em escolas públicas primárias

  • Por Jovem Pan
  • 01/08/2018 07h12 - Atualizado em 01/08/2018 09h22
PixabayA lei é uma promessa de campanha do presidente Emmanuel Macron e chegou a ser chamada pelo governo de medida de desintoxicação contra a distração nas salas de aula

Já pensou uma escola primária onde os alunos não podem mexer no celular? Na França é assim a partir de agora. Nesta terça-feira (31), o Parlamento francês aprovou definitivamente a proibição de telefones celulares em escolas públicas primárias.

A lei é uma promessa de campanha do presidente Emmanuel Macron e chegou a ser chamada pelo governo de medida de desintoxicação contra a distração nas salas de aula. A medida deverá entrar em vigor em setembro, quando começa o novo ano escolar.

Haverá exceções para uso pedagógico, que serão apreciadas por cada instituição em seu regulamento interno, ou para crianças e adolescentes com deficiência.

Para as atividades de ensino fora da sala de aula, como educação física, os smartphones também estão proibidos.

No ensino médio, as escolas terão a possibilidade, mas não a obrigação, de proibir total ou parcialmente os telefones celulares.

Para os partidos opositores ao presidente Macron, a medida não vai mudar nada e trata-se de pura exibição política.

Desde a promulgação de uma lei, em 2010, o Código de Educação proíbe os celulares durante toda atividade de ensino e nos locais previstos pelo regulamento interno.

O ministro francês da Educação, Jean-Michel Blanquer, disse que a medida envia uma mensagem à sociedade francesa e também ao exterior. Blanquer descreveu a lei como uma abordagem moderna das tecnologias, caracterizada pelo discernimento.

Antes da votação, professores vinham pedindo uma proibição dos aparelhos para combater a distração crescente dos alunos na sala de aula, em um contexto em que quase nove entre dez adolescentes franceses entre 12 e 17 anos possuem um smartphone.

A lei também visa proteger crianças e adolescentes de conteúdos perigosos online, como violência e pornografia, assim como o cyberbullying.

*Informações do repórter Victor Moraes