Partidos populistas de direita da Europa discutem formação de aliança

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 04/04/2019 09h50
EFEMatteo Salvini, vice-primeiro-ministro italiano, e chefe do partido Liga, é o cabeça do movimento

Os partidos populistas de direita da Europa discutem a formação de uma aliança para ampliar suas presenças nas máquinas políticas do continente.

Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro italiano, e chefe do partido Liga, é o cabeça do movimento. Ele organiza uma reunião com outras legendas que seguem a sua orientação política para a semana que vem em Milão.

Segundo a imprensa local, partidos de cerca de 20 países vão participar do encontro às vésperas da eleição para o parlamento europeu. Salvini, que já trocou afagos com o presidente Jair Bolsonaro, quer conquistar mais cadeiras em Estrasburgo.

O parlamento europeu tem 751 posições. As votações ao redor do bloco serão realizadas no final de maio e a dúvida é se o Reino Unido irá participar ou não do pleito por conta do Brexit.

Nesta quarta-feira (03), o parlamento em Londres aprovou uma moção impedindo que o país saia da União Europeia sem acordo. O que em última instância deve resultar num adiamento mais longo do Brexit e na participação britânica nas eleições.

Esse é um dos temas centrais para os populistas de direita da região, que atacam ferozmente a União Europeia e falam inclusive em seguir o caminho do Reino Unido.

Além da Itália, a corrente política está no poder na Polônia, Hungria e Áustria. Salvini fala inclusive na criação do eixo Roma-Varsóvia, para rivalizar com a atual liderança do eixo Paris-Berlim. Um dos pontos que colocam essa integração populista de direita em xeque, no entanto, é a relação com a Rússia.

Os italianos também se mostram próximos de Vladimir Putin, enquanto a Polônia está quase implorando por uma base militar americana em seu território para conter as investidas de Moscou.

Marine Le Pen, possivelmente a figura mais conhecida do movimento, também não se mostra assim tão disposta a participar da aliança.

Analistas de todo o continente, no entanto, esperam que os populistas de direita ampliem consideravelmente a participação no parlamento europeu. O que sem dúvida alguma será uma nova ameaça para o projeto da União Europeia, pelo menos como a conhecemos hoje.