Passada a definição da meta, Governo quer garantir aprovação da revisão de valores

  • Por Jovem Pan
  • 17/08/2017 07h30 - Atualizado em 17/08/2017 11h51
Rodolfo Stuckert/DivulgaçãoVale ressaltar que a queda da inflação, que era comemorada no Palácio do Planalto como uma vitória, agora é apontada como causa dos problemas enfrentados pela equipe econômica

Vencida a questão em torno da definição da nova meta de déficit fiscal, o Governo trabalha agora para garantir lá no Congresso a aprovação da revisão dos valores. O presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati, já deu uma prévia da dificuldade que o Governo vai enfrentar ao afirmar que o objetivo, na verdade, do Palácio do Planalto foi criar uma folga no orçamento para 2018 que é ano eleitoral.

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, se apressou em negar que o objetivo do Governo tenha sido esse: “não há folga, estamos trabalhando no limite”.

Padilha ainda negou desentendimentos durante a discussão da meta e garantiu que não houve desgaste para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles: “ninguém sofreu desgaste”.

Vale ressaltar que a queda da inflação, que era comemorada no Palácio do Planalto como uma vitória, agora é apontada como causa dos problemas enfrentados pela equipe econômica.

A queda da inflação aparece também como explicação, segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, para a redução do valor do salário mínimo projetado para o ano que vem de R$ 979 para R$ 969. “Isso só vamos ter definição final em janeiro de 2018, porque ele é dependente da inflação de 2017”, disse.

Pelas regras da chamada valorização do salário mínimo, o valor é reajustado todo ano com base na inflação do ano anterior mais a variação do PIB de dois anos anteriores.

Segundo dados do Governo, esse valor menor representaria uma economia de cerca de R$ 3 bilhões no ano que vem. Só para se ter uma ideia, o valor é um pouco menor que o fundo de financiamento das eleições de R$ 3,6 bilhões que a Câmara quer criar agora na discussão da reforma política.

*Informações da repórter Luciana Verdolin