Passagens aéreas vão ficar mais baratas em 2020, diz ministro

  • Por Jovem Pan
  • 26/09/2019 08h04 - Atualizado em 26/09/2019 11h23
Arquivo/Agência BrasilA próxima grande obra no setor, depois da pista de Santos Dumont, será no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo

As passagens aéreas no Brasil devem ficar mais em conta. A promessa foi feita na última quarta-feira (25), no Rio de Janeiro, pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Ele visitou a pista principal do Aeroporto Santos Dumont, que passou por reforma recentemente. As obras duraram mais de um mês e causaram transtornos, mas o local foi reaberto no sábado (21).

A ponte aérea Rio de Janeiro-São Paulo, que precisou ser deslocada para o Aeroporto Internacional do Galeão, voltou a operar normalmente no Santos Dumont no último final de semana. Segundo Tarcísio de Freitas, muitas empresas estrangeiras – principalmente as de baixo custo – manifestam interesse em entrar no mercado brasileiro.

Inclusive, algumas já fazem propostas e ofertas. Um bom exemplo é uma empresa chilena, low cost, que promete voos a menos de R$ 300 a partir de cidades brasileiras, como São Paulo e Salvador até Santiago, na capital do Chile.

Tarcísio de Freitas, apesar de prometer uma redução no preço das passagens aéreas, não quis fazer uma estimativa de quanto será a economia. “Quando e quanto é difícil porque depende. A empresa entra aqui e leva um tempo até se tornar operacional no país. Quando elas começarem a voar e competir, é óbvio que o preço vai cair.”

Depois de acompanhar de perto a nova pista principal do Aeroporto Santos Dumont, o ministro Tarcísio de Freitas foi até o Terminal para uma apresentação técnica sobre as intervenções e anunciou que a próxima grande obra no setor será no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Provavelmente, a obra acontecerá a partir de maio de 2020. Segundo a Infraero, durante as reformas os voos devem ser transferidos para o Aeroporto de Guarulhos.

Freitas trouxe dos Estados Unidos, onde esteve recentemente, um enorme entusiamo com investimentos de mais de R$ 50 bilhões nos mais diversos segmentos. “Eles estão olhando aeroportos, portos, rodovias. Estão olhando tudo. O apetite é enorme.”

O ministro de Infraestrutura aproveitou a passagem para garantir que o leilão que pode render mais R$ 100 bilhões vai acontecer no dia 6 de novembro – mesmo que a PEC que tramita na Câmara não seja aprovada pelos parlamentares.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga