Paulo Marinho: Todas as crises geradas pelo governo foram fabricadas por Bolsonaro

Empresário avaliou que Bolsonaro “dará motivos” para impeachment

  • Por Jovem Pan
  • 22/06/2020 10h20 - Atualizado em 22/06/2020 11h35
WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDOPoucos dias após a demissão de Moro, Marinho revelou que Flávio Bolsonaro teria recebido informações privilegiadas

O pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSDB, Paulo Marinho, avaliou que a sigla já se manifestou sobre um eventual pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro e afirmou que não é o momento para tratar a questão com a relevância que tem. “O próprio presidente dará os motivos para que isso aconteça mais para frente, afinal todas as crises geradas pelo governo foram fabricadas por ele. É deixar o presidente trabalhar que ele dará motivos para isso.”

Em entrevista ao Jornal da Manhã, Marinho também criticou a atuação do atual prefeito da cidade, Marcelo Crivella. “Ele não trata mal só a saúde do município, mas o Rio de Janeiro por inteiro. Ele é uma pessoa desprovia de vocação para gerir uma cidade como o RJ porque ele não tem identidade, tem sido ausente desde o começo. Felizmente estamos próximos do processo eleitoral.”

De acordo com Marinho, que também é presidente regional do PSDB, o enfraquecimento da legenda no Rio de Janeiro se deu por “candidatos que usaram o partido para se eleger e não serviram para ele” e reforçou que a sigla passa por um processo de renovação. “Esse novo PSDB com jovens e mulheres é o que vai gerar perspectivas para aumentar a presença nas próximas eleições.”

Atritos

Poucos dias após a demissão do ex-ministro Sergio Moro, Marinho revelou que Flávio Bolsonaro, filho do presidente, teria recebido informações privilegiadas da Polícia Federal sobre uma operação que mirava seu então assessor na Alerj, Fabrício Queiroz. O empresário avaliou que, naquele momento, entendeu que o que ele presenciou como testemunha em 2018 conversava com o que Sergio Moro disse ao se demitir.

Porém, ele afirmou que o Senado tem os instrumentos necessários para avaliar a questão do atual senador Flávio Bolsonaro. “Acho que é preciso aguardar o desfecho das investigações, haja vista a prisão do Queiroz e o oferecimento da denúncia. O Senado precisa aguardar o trabalho do Ministério Público e as decisões judiciais para ter elementos na mão para avaliar e julgar o senador.”