PCC faz atos de protesto dentro de presídios em SP e DF
Integrantes do PCC se recusam a comparecer em audiências e ameaçam greve de fome como protesto contra autoridades do sistema prisional.
Segundo o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, por enquanto, essa manifestação é apenas uma recusa que os detentos têm o direito de fazer ao negar participação de audiências e encontros com advogados.
Até o momento não há rebelião, mas, ainda de acordo com Gakyia, que é um dos principais investigadores da facção criminosa no país, no primeiro sinal de motim ou ataques, as forças policiais irão atuar.
A orientação do protesto teria sido determinada pela cúpula da facção criminosa paulista. Os chefes do grupo estão todos presos em presídios federais
Em Brasília, está detido Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado por investigações estaduais e federais como o principal líder do PCC. Os presos da facção estão recolhidos na Penitenciária Federal de Brasília ameaçam entrar em greve de fome por tempo indeterminado.
O protesto seria contra a falta de atendimento médico aos presidiários doentes e também por conta da péssima alimentação servida na unidade prisional.
Paulo César Souza Nascimento Júnior, o Paulinho Neblina, integrante da facção, chegou a escrever cartas e enviar aos familiares denunciando a privação de alimentação adequada. As informações e o documento foram obtidos pelo portal Ponte Jornalismo.
Segundo o especialista em Segurança Pública Rafael Alcadipani, professor da Fundação Getúlio Vargas, o Estado deve se atentar. “Se por um lado é necessário que se preserve o direito dos presos, por outro é completamente inaceitável que o Estado fique refém do crime organizado. Ainda há de se considerar que uma ação dura do Estado pode levar desdobramentos dentro e fora das cadeias.”
O Depen, que administra os presídios federais, nega que esteja havendo privação de alimentação e falta de atendimento médico na Penitenciária Federal de Brasília.
A pasta destacou que o atendimento de saúde básica é feito dentro da unidade, mas que casos de maiores complexidades podem ser tratados com convênios junto a hospitais maiores.
*Com informações do repórter Leonardo Martins
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